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O volume médio diário do comércio de lácteos continua subindo em abril

ESPECIAIS

Capa

Publicado em: 13/04/2026

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.br

O volume médio diário do comércio de lácteos continua subindo em abril

Foram 38% de aumento das importações e 82% das exportações, na comparação interanual.

Também em relação ao mês anterior os crescimentos foram de 1,3% e 51,9%, respectivamente.

Curiosamente, ambos os lados da balança estabeleceram volumes recordes: foram 1.373 toneladas de produtos lácteos importadas e 332 toneladas exportadas.

A compra de produtos da categoria, Leite, caiu 11% em relação ao mês anterior, mas cresceu 33,4% na comparação com a média diária de abril de 2025.

As importações foram puxadas, neste início de abril, pelos Queijos, cujas compras subiram 81% na comparação com o mês anterior e 56,7% na comparação interanual, mais que compensando a relativa queda nas compras da categoria Leite.

As exportações foram impulsionadas pelo maior embarque de produtos da categoria Leite.


Em valores, a média diária das importações, ficou 1,5% abaixo do recorde que havia sido estabelecido em junho de 2023.

E, mesmo que a média diária de lácteos exportados tenha alcançado um volume recorde, em dólares ficou apenas com o quarto posto dos últimos 6 anos.

Representou 15,2% das divisas gastas com importação de lácteos.

Parte dessa distorção é decorrente da disparidade entre o preço médio de importação e de exportação dos produtos.

O volume médio diário de Leite exportado até a segunda semana de abril subiu 87% em relação ao volume médio de abril de 2025. Entretanto, em valor, o crescimento foi de 67%.

O preço médio de exportação, da categoria Leite, na comparação interanual caiu 8,6%, saindo de US$ 2.231 a tonelada, para US$ 2.040 a tonelada, um ano depois. Enquanto isso, o preço médio de importação subiu 1,1%, partindo de um patamar bem mais elevado, de US$ 3.651 a tonelada, para US$ 3.690 a tonelada, no mesmo período.

Com a Manteiga a discrepância é ainda mais acentuada. O preço médio de exportação da categoria, em abril de 2025 era de US$ 5.914, e caiu para US$ 4.666. Enquanto o valor de importação, que era de US$ 8.055, caiu para US$ 7.915 a tonelada.

Com a categoria Queijo o movimento se inverte. O preço médio de exportação 12 meses atrás era de US$ 6.220, subiu para US$ 11.505 nestas duas primeiras semanas de abril, o que é um feito excepcional. No entanto, o volume de queijo exportado caiu 44,2%. Assim, o faturamento médio diário de abril de 2025 para abril de 2026, subiu somente 3,3%.

Na outra ponta, o preço médio de importação de Queijo, na comparação interanual caiu 20,5%, mas o volume subiu 52,8%, resultando em um aumento de 21,5% dos gastos com a categoria.

Portanto, os elevados percentuais das exportações não se traduziram em redução do déficit médio diário da balança comercial brasileira de lácteos.

Os dados parciais de abril mostram que o déficit médio diário aumentou 28,6% na comparação interanual.

Esse déficit vem crescendo desde janeiro, e já é o maior desde novembro de 2024.

Dados: SECEX/MDIC

Elaboração: www.terraviva.com.br

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