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Publicado em: 17/04/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Peggy und Marco Lachmann-Anke por PixabayA UE endurece as salvaguardas agrícolas do acordo Mercosul
A União Europeia (UE)
aprovou em março deste ano um regulamento com salvaguardas agrícolas mais
restritas ao Acordo com o Mercosul, para aplicação já no comércio provisório, alertou
a Bolsa de Comércio de Rosario (BCR) da Argentina, no informe: “UE estabelece salvaguardas
agrícolas mais restritivas para o acordo Mercosul-UE”.
O novo texto, Regulamento
2026/687, reduz os limites para o início de investigações: agora basta um
aumento de 5% das importações em relação à média dos últimos três anos e queda
de 5% nos preços, para serem iniciadas investigações, quando o previsto nas
negociações de 2025 era 10%. Além disso, estabelece um monitoramento constante
e proativo de preços e quantidades, permitindo modificar a lista de produtos
sensíveis além de agregar cláusulas anticircunvenção para evitar desvios
comerciais.
Também ajusta a
terminologia jurídica para se alinhar à Organização Mundial do Comércio (OMC),
limitando a representatividade requerida a mais de 50% da produção do bloco.
Paralelamente, o Brasil
divulgou seu próprio decreto de salvaguardas, com diferenças consideráveis:
aplica a todos os produtos com tarifas preferenciais e define “indústria
nacional” como o conjunto de produtores de bens similares, sem especificar
percentuais concretos.
Os mais expostos às
pressões europeias, diz a BCR, são carnes bovinas, biodiesel, cítricos, arroz,
queijos e leite em pó.
A aplicação provisória do
acordo comercial começará no dia 1º de maio de 2026, refletindo a vontade
política de avançar, apesar das resistências parlamentares e setoriais.
Fonte: TodoElCampo
Tradução livre:
www.terraviva.com.br














