ESPECIAIS
Publicado em: 05/05/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva | Foto de capa:www.terraviva.com.brProdutividade do rebanho leiteiro do Paraná aumenta 120% em 20 anos
Entre 2004 e 2024, os dados, revelam uma profunda reestruturação na pecuária de leite paranaense. O número de vacas ordenhadas caiu de 1.304.667 cabeças em 2004 para 1.140.641 em 2024 – uma redução de 12,6%. Em sentido oposto, a produtividade média disparou: saltou de 1.835 litros por vaca/ano para 4.051, um ganho de impressionantes 120,8% ao longo do período.
Esse avanço de eficiência permitiu que a produção total de leite crescesse 93%, passando de 2.4 bilhões de litros em 2004 para 4.6 bilhões de litros em 2024, mesmo com menos animais.
Leite sob inspeção avança mais que a produção
O indicador mais expressivo de formalização da cadeia é o leite adquirido sob qualquer dos sistemas de inspeção federal, estadual ou municipal. Em 2004, apenas 1.2 bilhão de litros eram captados por laticínios fiscalizados, o que correspondia a 51,6% da produção total. Em 2024, esse volume mais que triplicou, atingindo 3.9 bilhões de litros – um crescimento de 215,5% – e passou a representar 84,4% de tudo o que foi produzido no Estado.
No montante fiscalizado, o Serviço de Inspeção Federal-SIF continua sendo o principal canal, saltando de 1.05 bilhão de litros em 2004 para 3.36 bilhões em 2024. Sua participação relativa no total adquirido, no entanto, oscilou pouco: saiu de 85,1% para 86,2%.
Quem ganhou destaque na última década foi o Serviço de Inspeção Estadual-SIE. Embora sua participação relativa tenha caído de 14,0% para 10,7% do total adquirido, o volume absoluto mais que dobrou: de 173.1 milhões de litros em 2004 para 416.9 milhões em 2024, um crescimento de 141%. Já o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), embora ainda pequeno, explodiu de 11.3 milhões para 121.1 milhões de litros no período, um aumento de 969%, elevando sua fatia de 0,9% para 3,1%.
O leite que ainda escapa da fiscalização
Apesar dos avanços, o leite produzido que não é adquirido sob nenhum tipo de inspeção, o chamado leite informal ou de autoconsumo, ainda é relevante. Em números absolutos, caiu de 1.158 bilhão de litros em 2004 para 721.8 milhões em 2024.
Mas, percentualmente, representa 15,6% de toda a produção paranaense – ou seja, mais de um sétimo do leite ainda circula à margem da fiscalização sanitária.
Síntese da evolução
Os números mostram uma clara tendência de profissionalização: menos vacas, muito mais leite por animal, e uma fatia crescente da produção indo para a indústria formal. O ganho de produtividade de 120,8% em 20 anos coloca o Paraná entre os Estados que mais evoluíram em eficiência pecuária. A expansão do SIE e do SIM indica descentralização da inspeção e fortalecimento de mercados regionais. O desafio para a próxima década é reduzir ainda mais o percentual de leite não fiscalizado, hoje em 15,6%, e consolidar a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor.
Fonte: IBGE – Elaboração: www.terraviva.com.br
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