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Publicado em: 18/05/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva | Foto de capa: www.terraviva.com.brSanta Catarina, setor lácteo em números - 2004 a 2024.
Entre 2004 e 2024, o número de vacas ordenhadas no estado apresentou trajetória de crescimento até meados da década de 2010, seguida por uma acentuada redução e posterior estabilização. Partindo de 695.055 cabeças em 2004, o rebanho alcançou o pico de 1.132.664 em 2013, ano a partir do qual se observa queda expressiva, especialmente entre 2016 e 2017, quando o efetivo recuou de 1.116.994 para 831.806 cabeças. Nos anos seguintes, o contingente oscilou entre 780.845 e 810.640 cabeças, em 2024 cabeças.
Essa redução do rebanho não comprometeu, contudo, a produção total de leite, que mais que dobrou no intervalo: passou de 1.49 bilhão de litros em 2004 para 3.30 bilhões em 2024. O feito foi possível graças ao expressivo ganho de produtividade média por vaca ano, que saltou de 2.139 litros/ano para 4.074 litros/ano no mesmo período, indicando clara adoção de melhores práticas de manejo, genética e nutrição.
O avanço da produção foi acompanhado pela expansão do leite adquirido sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), indicador central da formalização e da segurança da cadeia.
O volume total adquirido cresceu de 683.1 milhões de litros em 2004 para 3.29 bilhões em 2024, o que representa um aumento de 382% e evidencia a crescente adesão dos produtores aos sistemas de controle oficial.
Em termos proporcionais, o leite inspecionado passou a representar quase a totalidade do produzido no final da série – em 2024, a aquisição, 3.29 bilhões, equivaleu a 99,7% da produção total de 3.30 bilhões, demonstrando forte formalização do setor.
A análise por tipo de serviço de inspeção revela dinâmicas distintas. O Sistema de Inspeção Federal-SIF sempre predominou, com volumes crescentes ao longo de todo o período: saiu de 604.3 milhões de litros em 2004 para 2.80 bilhões em 2024, embora tenha apresentado leve recuo no último ano. Sua participação relativa, no entanto, diminuiu ligeiramente diante do rápido crescimento do Sistema de Inspeção Estadual-SIE e do Sistemade Inspeção Municipal-SIM.
A análise por tipo de serviço de inspeção revela dinâmicas distintas. O Sistema de Inspeção Federal-SIF sempre predominou, com volumes crescentes ao longo de todo o período: saiu de 604.3 milhões de litros em 2004 para 2.80 bilhões em 2024, embora tenha apresentado leve recuo no último ano. Sua participação relativa, no entanto, diminuiu ligeiramente diante do rápido crescimento do Sistema de Inspeção Estadual-SIE e do Sistema de Inspeção Municipal-SIM.
O SIE, que em 2004 representava apenas 74.8 milhões de litros, 11% do total adquirido, expandiu-se de forma notável, especialmente a partir de 2017, atingindo 416.5 milhões em 2024 – um incremento de mais de 450% no período. Já o SIM, embora parta de uma base modesta, 4.0 milhões de litros em 2004, também ganhou relevância nos últimos anos da série, chegando a 77.5 milhões em 2024, com crescimento acelerado a partir de 2022. Essa diversificação dos canais de inspeção reflete a capilaridade da produção catarinense e o fortalecimento dos serviços estaduais e municipais, que passaram a absorver volumes crescentes anteriormente destinados à informalidade ou ao SIF.
Em suma, Santa Catarina consolidou, entre 2004 e 2024, um modelo de desenvolvimento leiteiro baseado na intensificação produtiva, menos vacas, mais leite por animal e, na progressiva universalização da inspeção sanitária. O desempenho dos diferentes sistemas, com liderança do SIF, mas ascensão vigorosa do SIE e do SIM, aponta para um ambiente institucional maduro, capaz de atender tanto grandes laticínios de abrangência nacional quanto pequenos e médios empreendimento regionais e locais. A cadeia láctea catarinense encerra o período como uma das mais formalizadas e produtivas do país, com clara tendência de ganhos contínuos de eficiência e qualidade.
























