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Publicado em: 25/05/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Maria Kovalets na UnsplashFuturo do setor lácteo, segundo Gregg Doud, da NMPF
Por
décadas, o setor lácteo estadunidense foi definido como sobrevivente – uma
clara prova de resistência marcada pela consolidação e redução de margens. Mas
hoje, ao som da ordenha, se mistura observa o renascimento industrial. No
coração do país, uma revolução discreta está em andamento: indústrias de transformação
ultramodernas surgem da terra nua, alimentadas por investimento colossal de
mais de US$ 11 bilhões em novas capacidades. Não se trata simplesmente de uma
extensão do statu quo; é o nascimento de uma sofisticada potência global em
proteínas. A indústria transcendeu em muito o âmbito doméstico, evoluindo de
uma commodity local para um pilar crucial da segurança alimentar internacional,
pronta para alimentar um mundo com um apetite insaciável por nutrição produzida
nos Estados Unidos da América (EUA).
No
centro dessa transição está a Federação Nacional dos Produtores de Leite
(NMPF), presidido por Gregg Doud. Com a experiência de ex-negociador chefe do
setor agrícola, Doud analisa a cadeia láctea dentro da perspectiva do comércio
global e da política industrial. Ele descreve essa era como um período onde a
indústria está reinventando sua base econômica através da inovação, estratégia
genética e uma nova relevância cultural.
O
Impulso de US$ 11 bilhões
A prova
mais visível dessa evolução reside no fenomenal investimento em processamento.
Do Texas Panhandle ao Meio Oeste, esses US$ 11 milhões injetados em novas
fábricas é uma aposta no futuro. Essas instalações são projetadas para
transformar leite cru em pós, proteínas e manteigas de alto valor agregado, que
podem ser enviados para qualquer lugar do mundo. “Uma história de sucesso
bilionária que está acontecendo discretamente”, observa Doud.
O
aumento da capacidade produtiva é uma resposta direta à uma evolução
fundamental nos hábitos de consumo. A indústria de laticínios se volta ao leite
de consumo e para uma gama diversificada de produtos lácteos. Essa
infraestrutura garantirá que quando o mercado global procurar por lácteos
estadunidenses, a indústria estará bem-posicionada para atender a demanda.
O Efeito
TikTok e o Retorno da Proteína
Enquanto
a infraestrutura fornece o hardware, as tendências de consumo fornecem o
software para esse crescimento. Um dos fatores mais inesperados para o renascimento
dos lácteos é o que ficou conhecido como “Efeito TikTok”. Na era onde as
tendências digitais se propagam velozmente, os laticínios encontraram uma via
alternativa para ir ao encontro do público mais jovem. Receitas virais com
queijo cottage, manteiga e iogurte grego estão reabilitando os produtos
lácteos, que surgem como superalimentos para o consumidor moderno e preocupado
com a saúde.
Fonte: Dairy
Herd Tradução livre: www.terraviva.com.br













