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Futuro do setor lácteo, segundo Gregg Doud, da NMPF
Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Maria Kovalets na Unsplash

Futuro do setor lácteo, segundo Gregg Doud, da NMPF

Normas comerciais, biossegurança e investimentos de US$ 11 bilhões.

Por décadas, o setor lácteo estadunidense foi definido como sobrevivente – uma clara prova de resistência marcada pela consolidação e redução de margens. Mas hoje, ao som da ordenha, se mistura observa o renascimento industrial. No coração do país, uma revolução discreta está em andamento: indústrias de transformação ultramodernas surgem da terra nua, alimentadas por investimento colossal de mais de US$ 11 bilhões em novas capacidades. Não se trata simplesmente de uma extensão do statu quo; é o nascimento de uma sofisticada potência global em proteínas. A indústria transcendeu em muito o âmbito doméstico, evoluindo de uma commodity local para um pilar crucial da segurança alimentar internacional, pronta para alimentar um mundo com um apetite insaciável por nutrição produzida nos Estados Unidos da América (EUA).

No centro dessa transição está a Federação Nacional dos Produtores de Leite (NMPF), presidido por Gregg Doud. Com a experiência de ex-negociador chefe do setor agrícola, Doud analisa a cadeia láctea dentro da perspectiva do comércio global e da política industrial. Ele descreve essa era como um período onde a indústria está reinventando sua base econômica através da inovação, estratégia genética e uma nova relevância cultural.

O Impulso de US$ 11 bilhões

A prova mais visível dessa evolução reside no fenomenal investimento em processamento. Do Texas Panhandle ao Meio Oeste, esses US$ 11 milhões injetados em novas fábricas é uma aposta no futuro. Essas instalações são projetadas para transformar leite cru em pós, proteínas e manteigas de alto valor agregado, que podem ser enviados para qualquer lugar do mundo. “Uma história de sucesso bilionária que está acontecendo discretamente”, observa Doud.

O aumento da capacidade produtiva é uma resposta direta à uma evolução fundamental nos hábitos de consumo. A indústria de laticínios se volta ao leite de consumo e para uma gama diversificada de produtos lácteos. Essa infraestrutura garantirá que quando o mercado global procurar por lácteos estadunidenses, a indústria estará bem-posicionada para atender a demanda.

O Efeito TikTok e o Retorno da Proteína

Enquanto a infraestrutura fornece o hardware, as tendências de consumo fornecem o software para esse crescimento. Um dos fatores mais inesperados para o renascimento dos lácteos é o que ficou conhecido como “Efeito TikTok”. Na era onde as tendências digitais se propagam velozmente, os laticínios encontraram uma via alternativa para ir ao encontro do público mais jovem. Receitas virais com queijo cottage, manteiga e iogurte grego estão reabilitando os produtos lácteos, que surgem como superalimentos para o consumidor moderno e preocupado com a saúde.

Matéria na íntegra.

Fonte: Dairy Herd       Tradução livre: www.terraviva.com.br

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