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As importações sobem e as exportações caem na 3ª semana de maio

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Publicado em: 26/05/2026

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.br

As importações sobem e as exportações caem na 3ª semana de maio

O volume médio diário das importações subiu 42,5% na comparação interanual.

Ainda que o volume médio importado tenha caído na 3ª semana de maio, em relação às duas semanas anteriores, continua sendo recorde. Subiu 9,4% na comparação com o mês de abril e superou em 1,2% o recorde de março de 2026.

Em dólares, o crescimento interanual foi 33,4%, ultrapassando o recorde que havia sido estabelecido em junho de 2023.  

Queijo foi a categoria que mais impulsionou a importação de produtos lácteos neste mês de maio. O volume médio diário subiu 70,4% na comparação interanual, e 9,7% na comparação com o mês de abril de 2026.

É um retorno às importações recordes que ocorreram no final de 2024.

A maior contribuição, entretanto, é da categoria Leite.

Mesmo que tenha recuado em relação ao volume recorde de março de 2026, a importação média diária da categoria subiu 36,2% em comparação com a média de maio de 2025.  

E como pode ser observado nos dois gráficos anteriores, enquanto as importações sobem, as exportações das duas categorias, Queijo e Leite caem. A média diária de Queijo exportada permanece nos menores níveis dos últimos anos. Da mesma forma, a média diária de produtos da categoria Leite que foi exportada na 3ª semana de maio, caiu 30% em relação à média diária exportada em maio de 2025.

Em valores, a importação média diária de Leite subiu 29,3% na comparação interanual, enquanto a exportação média diária recuou 40,6%, na mesma comparação.

A categoria Queijo também contribui para aumentar o déficit da balança comercial. As divisas geradas, caíram 7%, enquanto a média diária em dólares subiu 52% em relação à média diária de maio de 2025. É o segundo maior valor médio diário de queijo importado da série histórica, ficando abaixo apenas de novembro de 2024.

A Manteiga, que representou 19,4% das divisas geradas com a exportação de produtos lácteos, ficando ligeiramente abaixo dos queijos, continua sendo superavitária.

O volume médio diário exportado subiu 72,6% em relação a maio de 2025. Um percentual que não impacta igualmente nas divisas.

Em dólares, o aumento médio diário das exportações foi de 36,5%.

Em compensação, as importações da categoria, que representaram, em valor 1% de todos os lácteos importados, continua em queda. O volume médio importado de manteiga caiu 47,2% na comparação interanual.

A defasagem de preços continua impactando a balança comercial brasileira de produtos lácteos.

O preço médio diário de exportação de produtos da categoria Leite é 50,3% inferior ao preço médio de importação, o que corresponde a – US$ 1.835 por tonelada. Com a Manteiga a diferença é ainda maior, tanto em percentual, -58,8%, como em dólares, -US$ 3.228 por tonelada. Já o Queijo, que conta com o preço de exportação mais favorável do que o preço médio de importação, além do volume estar em queda, o preço médio interanual caiu 8,8%.

Assim, o déficit médio diário de -US$ 4,89 bilhão da 3ª semana de maio, está a menos de 0,1% de alcançar o recorde de 4,9 bilhão de junho de 2023.

Dados: SECEX/MDIC

Elaboração: www.terraviva.com.br

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