SETORIAL
Publicado em: 29/05/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Erik Karits on UnsplashPrimeiras avaliações de uma vacina contra carrapato bovino “made in Uruguai”
A startup uruguaia Scaffold
Biotech, apoiada pela iniciativa LAB+ do Institut Pasteur de Montevideo,
apresentou os resultados preliminares do primeiro ensaio piloto no campo de uma
vacina contra carrapato bovino, um problema sanitário que afeta a produção
pecuária e gera preocupação por seu impacto sanitário, produtivo e comercial.
Vacina Uruguai contra carrapato
bovino
Como divulgado pelo Ministério da
Pecuária Agricultura e Pesca (MGAP), “a vacina mostrou um perfil de segurança
favorável” e “não foram detectadas reações adversas nos animais vacinados nem
efeitos negativos sobre parâmetros reprodutivos”.
A apresentação foi realizada na
sede do Institut Pasteur de Montevideo e contou com a participação de
autoridades e técnicos do MGAP, pesquisadores, produtores e representantes do
setor veterinário.
O contexto
O ensaio foi realizado entre
novembro de 2025 e abril de 2026 em 10 propriedades rurais distribuídas em sete
departamentos do país. Participaram cerca de 4.000 bovinos, dos quais
aproximadamente 3.000 receberam a vacina e cerca de 1.000 integraram os grupos
de controle.
Durante a apresentação, os
pesquisadores Agustín Correa e Matías Machado explicaram que o estudo permitiu testar
pela primeira vez, em condições reais de campo e em escala territorial,
aspectos vinculados à produção, distribuição, aplicação e acompanhamento de uma
vacina desenvolvida totalmente no Uruguai.
Segundo os resultados, a vacina
mostrou um perfil de segurança favorável.
As equipes técnicas destacaram
que não foram detectadas reações adversas nos animais vacinados, nem efeitos
negativos sobre parâmetros reprodutivos em estabelecimentos onde participaram
vacas prenhas.
O dato
Em agosto de 2025 o governo
apresentou, na Torre Executiva, o Plano Nacional de Luta contra o Carrapato
Bovino, elaborado pelo MGAP, em um ambiente de adversidade sanitária que gera
perdas de US$ 100 milhões por ano.
A resposta dos animais à vacina
Os pesquisadores disseram que os
animais vacinados desenvolveram resposta imune frente ao parasita e que em
alguns estabelecimentos foram observados sinais favoráveis relacionados à
redução de infestações e o potencial reprodutivo do carrapato.
Apesar disso, os responsáveis pelo
projeto explicaram que os resultados foram heterogêneos entre estabelecimentos
e rebanhos, devido às diferenças sanitárias e ambientais existentes em cada propriedade.
Em vários casos, o denominado “efeito
manada” condicionou a interpretação dos resultados.
“O sinal de impacto biológico
existe: o caminho agora é reduzir a variabilidade e otimizar a resposta”, afirmou
Correa durante a exposição.
Um dos aspectos destacados pela
equipe técnica foi a capacidade de produzir mais de 15.000 doses dentro das condições
GMP em uma planta desenvolvida em tempo recorde para o projeto.
Também foi destacado o trabalho
conjunto entre pesquisadores, técnicos territoriais, produtores e organismos
públicos.
Fonte: El Observador – Tradução livre:
www.terraviva.com.br













