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São Paulo diminui em ~ 7% a dependência histórica de leite para seu consumo, em 20 anos

ESPECIAIS

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Publicado em: 31/05/2026

Fonte: Apresentação: Terra Viva | Foto de capa: Autor: Mark Stebnicki, por Pixabay

São Paulo diminui em ~ 7% a dependência histórica de leite para seu consumo, em 20 anos

O número de vacas ordenhadas
em São Paulo sofreu uma queda expressiva ao longo das duas décadas analisadas.
Em 2004, o estado contava com aproximadamente 1.674.341 cabeças, número
que despencou para cerca de 792.054 animais em 2024, representando uma
redução de 53% no período, mas aumentou sua produtividade.
O leite produzido recuou de 1.739.396.000 de litros em 2004 para 1.505.077.000 de litros (2024), uma queda de aproximadamente 14%, bem menor do que a queda do rebanho, graças ao ganho de produtividade. Como se observa nos gráficos a diminuição das vacas ordenhadas iniciou só a partir de 2013, diminuindo cada vez mais até 2024, consequentemente, a produção diminuiu e, no período, com menos da metade do número de vacas ordenhadas se produziu em 2024 quase que a mesma produção de 2004, apenas 14% menor.
Produtividade por Animal
A produtividade média por vaca cresceu de 1.038 litros/animal em 2004 para 1.900 litros/animal em 2024, um aumento de 83%. Esse ganho de eficiência compensou parcialmente a drástica redução do rebanho, mas não foi suficiente para manter a autossuficiência do estado. Claro está que a produtividade precisaria  aumentar  mais para competir com os estados do Sul, de Minas Gerais e mesmo Goiás, entre outros.
São Paulo segue dependes da produção de outros estados para seu abastecimento, portanto, uma rápida observação nos gráficos chega-se a seguinte conclusão: O estado adquire consistentemente mais leite do que produz, chegando em 2024 a 48% a mais que a sua produção.
Em 2024, o estado produziu cerca de 1.505.077.000 Lt. Litros de leite, mas o total adquirido foi de aproximadamente 2.238.445.000 Lt., tendo diminuído apenas ~7% em relação ao ano 2004. Fato que evidencia uma dependência estável de leite proveniente de outros estados brasileiros, tornando SP um grande importador regional do produto.
A aquisição de leite pela indústria em sua maior parte 2.089.389.000, igual a 93,3% de todo o leite adquirido em 2024, é feita sob Sistema de Inspeção Federal- SIF. Depois, há laticínios que estão sob o Sistema de Inspeção Estadual-SIE que respondem por 130.787.000, ou seja ~5,8% do total leite adquirido sob inspeção e, finalmente os laticínios que estão sob o sistema de inspeção municipal-SIM que processam 18.271.000 lt ano, equivalente a ~0,8% do total de leite adquirido sob inspeção.
Sendo que processamento total de leite adquirido sob inspeção no estado passou de 2.408.591.000 em 2004 para 2.238.445.000 em 2024, tendo diminuído em 170.146.000 Lt, nos extremos do período.
Conclusão
São Paulo vive um paradoxo leiteiro: enquanto a produtividade por animal cresceu 83% em 20 anos, o rebanho ordenhado caiu pela metade e manteve praticamente a produção do início do período estudado, 2004.
O estado perdeu sua autossuficiência na produção de leite e mantém-se dependente de outras regiões para abastecer seu mercado consumidor, o maior do país.
O setor requer atenção estratégica quanto ao aumento da produtividade e políticas de incentivo à pecuária leiteira regional.
As estatísticas PPM/IBGE no período 2004 a 2024, indicam que no estado de São Paulo não existe leite informal como é muito frequentemente calculado, isto é, produção menos total de leite adquirido. O Estado é historicamente dependente de importações de leite para suas necessidades.

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