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Publicado em: 02/06/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Yitzhak Rodriguez on UnsplashO Dia Mundial do Leite foi comemorado ontem, em diversos pontos do país
A Terra Viva fez um levantamento de matérias interessantes sobre o
assunto, e que levam à reflexão sobre as conquistas obtidas nos últimos anos,
as dificuldades enfrentadas e à forma de gestão da atividade.
“Celebrar a produção exige defender quem
permanece no campo”, foi o título da matéria da FAESP, reconhecendo
a importância “de uma cadeia produtiva que abastece diariamente milhões de
brasileiros, gera empregos, movimenta economias locais e sustenta milhares de
famílias rurais”. No entanto, enumera os gargalos enfrentados pelos produtores,
como “aumento dos custos de produção, escassez de mão de obra, dificuldades de
acesso ao crédito, os efeitos das mudanças climáticas e a volatilidade dos
preços pagos pela matéria-prima”.
“Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de
São Paulo (FAESP), Tirso Meirelles, não há muito o que comemorar. Muitos
produtores estão abandonando o campo por falta de uma política efetiva.”
O Sistema Ocemg aponta as dificuldades e faz uma abordagem ao mesmo
tempo realista, mas em busca do equilíbrio. Em um item do seu artigo mostra que
“Cooperativas ajudam a manter a atividade
viável”. Informa que em Minas Gerais existem 216 mil propriedades rurais
produzindo leite, e que um, em cada cinco de litros de leite produzidos no
Estado passa por cooperativas, lembrando, entretanto, que 29 mil produtores, ou
32%, deixaram a atividade em pouco mais de uma década. Mas “em meio às
dificuldades, o cooperativismo tem assumido papel estratégico para sustentar a
atividade leiteira. Além da captação e industrialização, as cooperativas atuam
na assistência técnica, acesso ao crédito, melhoria de produtividade e agregação
de valor”.
O Sistema Ocepar conta a história de 100 anos do cooperativismo que
construiu a Frísia Cooperativa Agroindustrial. “Nascida em Carambeí (PR), em
1925, está presente em 12 municípios dos Campos Gerais, [a maior bacia leiteira
do Brasil], e possui unidades em três cidades do Tocantins, estado onde começou
as atividades em 2016... Mesmo inovadora e atualizada às rápidas mudanças no
campo, a Frísia mantém a sua essência traduzida em “Nenhum de nós é tão bom
quanto todos nós juntos”. E assim, o artigo “Frísia celebra legado de inovação no Dia
Mundial do Leite”, mostra um dos caminhos possíveis para a
prosperidade do homem do campo.
Os estados de Mato grosso e Mato Grosso do Sul destacaram em seus
artigos, a importância social e econômica da cadeia láctea. De acordo com dados
do Observatório de Mato Grosso, da Federação das Indústrias de Mato Grosso
(Fiemt), a indústria de laticínios do estado é composta por 86 fábricas, que
emprega 1.544 trabalhadores, movimentam uma massa salaria superior a R$ 46,6
milhões e geram arrecadação de R$ 124,7 milhões, com a preparação de leite e
fabricação de laticínios. E resumo o artigo assim: “O leite leva saúde e nutrição, mas leva
também trabalho, renda, dignidade, tradição e o esforço de milhares de famílias
que acreditam e vivem dessa atividade”.
A Associação dos Criadores de Mato Grosso do
sul (Acrissul) do vizinho Mato Grosso do Sul apresenta dados os
promissores dados, mostrando que a produção de leite cresceu 3,3% em 2025, na
comparação com o ano anterior, totalizando 189,9 milhões de litros de leite. Afirma
que “Tecnologia ganha espaço”, em busca por eficiência e lembra que a
profissionalização da atividade também passa pela sucessão familiar, assistência
técnica e acesso a informações de mercado. Em muitas regiões, o leite segue
como uma das principais fontes de renda das propriedades, especialmente em
pequenos e médios estabelecimentos rurais.
A Prefeitura de Porto Velho ressalta
seu compromisso com os produtores rurais, incentivando a adoção de tecnologias,
boas práticas de manejo e ações voltadas à sustentabilidade da produção
leiteira. Dentro dessa abordagem, a Prefeitura está organizando, o Dia de Campo
Pecuária Mais Sustentável, no próximo dia 25 de junho, na Embrapa Rondônia. O
evento estará voltado a temas como manejo de pastagens, recuperação de áreas
produtivas, intensificação sustentável da produção e estratégias para tornar as
cadeias produtivas de carne e leite mais eficientes e ambientalmente
responsáveis.
Também com foco na sustentabilidade, o Dia Mundial do Leite foi
comemorado pela pecuária leiteira capixaba. O destaque no Espírito Santo é o
programa “Currículo Mínimo de sustentabilidade para a Pecuária Leiteira,
ferramenta desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência
Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da
Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santos (Ifes) – Campus Santa Teresa.”
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou: “A
sustentabilidade precisa ser entendida de forma ampla. Não estamos falando
apenas da preservação ambiental, mas também da capacidade da propriedade gerar
renda, promover qualidade de vida para as famílias rurais e garantir sucessão
no campo. O Currículo Mínimo ajuda justamente nesse olhar integrado, permitindo
identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a atividade leiteira
capixaba de forma duradoura”.
Matérias compiladas pela Terra Viva:
https://sistemaocemg.coop.br/noticia/dia-mundial-do-leite-cooperacao-para-superar-desafios-do-setor/
https://agencia.portovelho.ro.gov.br/noticias/57102
https://seag.es.gov.br/dia-mundial-do-leite-destaca-sustentabilidade-da-pecuaria-leiteira-capixaba-0













