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As importações de produtos lácteos mantiveram a tendência de alta iniciada em março
Fonte: Redação e imagem de capa: www.terraviva.com.br

As importações de produtos lácteos mantiveram a tendência de alta iniciada em março

O crescimento no mês de maio, na comparação interanual foi de 28,2% em EqL.

É o terceiro mês consecutivo que as importações, em equivalente litros de leite (EqL) sobem, na comparação interanual, e a segunda maior quantidade de 2026.

No acumulado do ano, é o maior volume, em EqL, nos primeiros cinco meses do ano, na série histórica iniciada em 2006.

Se o recorde mensal estabelecido em março foi impulsionado por produtos NCM0402, neste mês de maio, o aumento foi provocado pela compra de Queijos (NCM0406), que subiu 48,9% na comparação interanual.

As importações de produtos NCM0402, embora tenham recuado em comparação com o recorde de março de 2026, permanecem em patamares bastante elevados, e, no acumulado, constitui um recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Em valores, os recordes também se sucedem. Houve crescimento interanual de 3,25% no valor gasto com a importação de produtos lácteos. Os produtos NCM04 subiram 4,7% em relação ao mês anterior, embora tenham ficado ligeiramente abaixo do valor recorde de março, -0,5%.

E em valores, subiram, na comparação interanual, tanto a categoria NCM0402, como NCM0406.

Houve crescimento de 20,9% nos valores gastos com a compra de produtos NCM0402, na comparação com maio de 2025, e no acumulado do ano, o aumento foi de 5,3%.

As maiores importações foram realizadas pelos Estados de São Paulo e Rondônia. Juntos responderam por 61,5% das toneladas de produtos NCM0402 importadas pelo Brasil. Um pouco mais distante surgem, Espírito Santos, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 13 unidades da federação não importaram e as outras 9 restantes receberam 8% das cargas de produtos NCM0402 destinadas ao Brasil.

As compras de Queijos (NCM0406) que no primeiro trimestre de 2026, foram mais reduzidas na comparação interanual, voltaram com força total em abril e maio. Em valores, subiram 36,1%, em valores, na comparação interanual, e 8,3% em relação ao mês de abril.

São Paulo, Rondônia e Pernambuco receberam 70% dos Queijos desembarcados no Brasil.

Cargas importantes também foram enviadas para o Maranhão, Paraná e Santa Catarina. Alguns outros estados receberam quantidades mais modestas e muitos nem importaram Queijos. E ao contrário do que era esperado, não houve grande impacto, ainda, no comércio brasileiro com os países europeus, depois da entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio União Europeia-Mercosul. As maiores compras procedentes dos Países Baixos, Itália e França ocorreram em março. O crescimento registrado em abril e maio foram de compras realizadas com nosso principal parceiro do Mercosul, a Argentina.


EXPORTAÇÕES

As exportações brasileiras, em EqL continuam em mínimos históricos. Nos primeiros cinco meses de 2026, constituiu o menor volume desde 2018.

Em valores o quadro não é muito melhor. Embora tenha superado as divisas geradas nos primeiros cinco meses de 2023 e 2024, o valor acumulado de janeiro a maio de 2026 não alcança o modesto resultado obtido no mesmo período de 2025.

RESULTADOS

Nesse descompasso entre exportações e importações, o saldo do comércio brasileiro de produtos lácteos, nos primeiros cinco meses de 2025, em EqL é o pior dos últimos 20 anos, e corresponde, por exemplo, a todo o leite adquirido pelas indústrias dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, em 2025.

Em valores, o saldo negativo de quase US$ 420 milhões, é superior às divisas totais geradas com exportações de produtos lácteos brasileiros nos últimos 50 meses, e registra o maior déficit da série histórica.

ORIGEM E DESTINO

As importações brasileiras de produtos lácteos são oriundas, especialmente do Cone Sul, que juntos foram responsáveis por 96% dos valores pagos e 97,8% das toneladas recebidas. O preço médio dos lácteos NCM04 importados pelo Brasil é de US$ 3.796 a tonelada. Do Cone Sul, eles chegam pelo valor médio de US$ 3.726 a tonelada.

Nos primeiros cinco meses de 2026, 25% das importações, em valores, foram de Queijos e 67% de produtos NCM0402.

Embora em volumes pequenos, as exportações de produtos lácteos brasileiros vão para 89 regiões. O mercado mais importante, em termos de valor, são os Estados Unidos da América, que responde por 17% dos valores obtidos com remessas de lácteos. Em volume, a China encabeça os dez principais mercados, mas comprando, especialmente soro de leite, um produto de baixo valor agregado, é o país que paga o menor valor médio pela tonelada de produto comprado, US$ 839/tonelada.

As divisas geradas com as exportações de lácteos se dividem entre cinco, das seis principais categorias NCM04, em percentuais que variam de 17% a 25%. Somente os produtos fermentados (NCM0403) apresentam uma participação residual, no cômputo geral das exportações.

Mas, mesmo chegando a tantos mercados e com diversidade de produtos, as exportações brasileiras, em valores, representaram, nos primeiros cinco meses de 2026, somente 8,3% das importações.

Em EqL, foi somente 4% de tudo o que foi importado.

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