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O Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou estável, e o Índice FAO dos Lácteos recuou, em maio

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Publicado em: 10/06/2026

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.br

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou estável, e o Índice FAO dos Lácteos recuou, em maio

As novas previsões indicam provável queda de colheita e do comércio mundial de cereais.

O Índice FAO de Preços de Alimentos (FFPI), que acompanha os preços de uma cesta de alimentos comercializados no mercado mundial, registrou queda nos preços de óleos vegetais que foi compensada pela alta nos preços de cereais e açúcar, segundo os últimos dados publicados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO).

O FFPI atingiu a média de 130,8 pontos em maio de 2026, um recuo de 0,2% em relação ao valor revisado de abril e de 2,9% na comparação interanual.

“Os mercados mundiais de alimentos foram relativamente resilientes, mas a alta dos preços dos cereais deixou evidente vulnerabilidades relacionadas aos riscos meteorológicos e às perturbações que impactam nos mercados de energia e insumos. A persistente incerteza que pesa sobre as principais rotas comerciais, incluindo o estreto de Ormuz, poderá reduzir a utilização de fertilizantes e exercer uma pressão suplementar sobre os preços dos alimentos, demonstrando ser necessária uma ação internacional coordenada”, afirmou Boubaker Ben-Belhassen, Diretor da Divisão de Mercados e Comércio da FAO.

O Índice FAO dos produtos lácteos foi de 119,2 pontos, em maio, queda de 0,5 pontos (0,5%) em relação à média de abril e 34,5 pontos (22,4%) abaixo do nível registrado um ano atrás. Os preços internacionais da manteiga continuaram caindo na Europa e Oceania, diante da maior disponibilidade de gordura do leite e da concorrência acirrada entre os principais exportadores, o que acabou impactando sobre as cotações. Os preços do queijo recuaram ligeiramente, diante das elevadas disponibilidades exportáveis e a intensificação da concorrência nos mercados internacionais, compensando parcialmente, a forte demanda dos mercados por soro de leite e proteínas lácteas, ajudando a estabilizar os preços nas principais regiões exportadoras. Em compensação, o leite em pó desnatado continuou tendo apreciação de preços, particularmente na Europa, em decorrência da forte demanda de importação por parte do Oriente Médio, África do Norte e certas regiões da Ásia. Os preços do leite em pó integral, no entanto, tiveram comportamentos opostos, registrando leve alta na Oceania, impulsionada pela baixa oferta sazonal de leite e uma demanda firme do Sudeste Asiático de do Oriente Médio, que compensaram grandemente a baixa nas cotações europeias decorr da fraca demanda da China e uma abundante oferta mundial.

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Junto com os produtos lácteos, caiu o índice FAO dos preços de Óleos Vegetais, em maio. O Índice de Carnes ficou estável, e as outras categorias aumentaram.   

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O Índice FAO de óleos vegetais diminuiu 4,6% em relação a abril, sua primeira queda mensal em 2026. Os preços internacionais do óleo de palma recuaram diante do enfraquecimento da demanda mundial de importação e de incertezas relacionadas aos mercados do petróleo bruto. As tendências mundiais dos preços do óleo de soja variaram. O aumento das disponibilidades exportáveis fez o preço cair na América do sul, mas a demanda por biocombustíveis pressionou para cima, os preços na América do Norte. Os preços do óleo de colza e de girassol subiram devido à escassez de oferta.

O Índice FAO de carnes subiu 0,1%. A forte demanda mundial importadora, em particular da China e Estados Unidos da América (EUA) fez aumentar o preço da carne bovina, enquanto o da carne suína recuava, principalmente na União Europeia (UE), dentro de um contexto de oferta abundante.

O índice FAO do preço do açúcar subiu 7,5% em maio, em reação às indicações de que poderá haver queda na colheita de cana-de-açúcar destinada à produção de açúcar no Brasil, e maior quantidade irá para a produção de etanol. Também existem preocupações relacionadas ao potencial impacto negativo de El Niño sobre a produção na Índia e Tailândia no próximo ano.

Acesse aqui a matéria na íntegra          

Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva

 

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