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Publicado em: 12/06/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Enis Yavuz na UnsplashTrês porções de lácteos ao dia
Um
estudo que sintetiza dados da mais de um milhão de pessoas durante até três
décadas conclui que o consumo habitual de lácteos está associado a benefícios
relevantes à saúde metabólica, muscular e óssea. As conclusões foram recolhidas
pelo “Libro Blanco de los Lácteos”, coordenado pela Fundação Espanhola da
Nutrição e desenvolvido em colaboração com a Organización Interprofesional
Láctea - InLAC.
Diabete, obesidade e síndrome metabólica
No
âmbito metabólico, a maioria dos estudos analisados apontam para uma associação
inversa entre o consumo de lácteos e a incidência de diabetes tipo 2, em
análises robustas devido ao tamanho e duração do acompanhamento. O Libro Blanco
também recolheu evidência sobre o efeito protetor dos lácteos frente à
obesidade das crianças e adolescentes. Em pessoas idosas, o consumo de lácteos com
menor teor de gordura – leite e iogurte, especialmente – é associado de forma
inversa com o desenvolvimento de síndrome metabólica e com o risco
cardiovascular, apresentando evidências crescentes sobre o efeito protetor na
pressão arterial.
Músculo e osso: proteína de qualidade em etapas vulneráveis
No
plano muscular, o documento destaca a importância das proteínas lácteas para as
pessoas adultas e recolhe uma metanálise de ensaios clínicos em que a
suplementação com proteínas lácteas combinada com exercícios de resistência
mostra um efeito positivo sobre a massa magra. Quantidade entre 14 e 40 gramas
diárias de proteína láctea podem aumentar de forma significativa a massa
muscular apendicular em idosos, segundo os dados coletados.
Na
saúde óssea, a evidência destaca uma contribuição relevante dos lácteos na
densidade mineral óssea e a redução do risco de osteoporose, com associações
observadas tanto em estudos observacionais como de intervenção: menor risco de
fratura – especialmente com lácteos fermentados – e reduções documentadas
depois de aumentar a ingestão em determinados ambientes.
Três porções de lácteos por dia, uma recomendação apoiada pela ciência
O Libro
Blanco lembra que a maioria dos guias alimentares recomendam entre duas e
quatro porções diárias de lácteos, de acordo com a idade e as circunstâncias, e
destaca que a aproximação com esses níveis melhoraria a adequação de nutrientes
em cálcio. Na infância e adolescência, o texto estabelece uma orientação
concreta: ao menos três porções diárias de lácteos em um contexto de uma
alimentação variada e equilibrada. A obra sublinha além do mais que a ingestão
recomendada de cálcio pode ser coberta com três porções diárias, destacando sua
alta biodisponibilidade frente a outras fontes de alimentos.
Esta
recomendação conecta com a pauta que a InLac impulsiona há anos em sua
divulgação setorial: duas ou três porções diárias para crianças e adultos, e
três ou quatro em etapas com necessidades aumentadas, como gravidez, amamentação,
adolescência e velhice. O Libro Branco agora está fundamentado em critérios
científicos; fornecer de forma regular proteínas de qualidade, minerais, e
vitaminas essenciais através de alimentos habituais, acessíveis e culturalmente
integrados.
A maior síntese de evidência sobre lácteos até esta data
A obra
reúne 22 metanálises com estudos de coorte que seguiram mais de um milhão de
participantes de diferentes idades durante até 30 anos. Assinado por mais de 50
autores e estruturada em sete módulos e 35 capítulos, constitui a revisão
científica mais ampla realizada até esta data na Espanha sobre leite e
derivados. Sua coordenação ficou a cargo de Rosaura Leis Trabazo, e seu
objetivo declarado é colocar o debate sobre os lácteos no terreno das evidências,
refutando a proliferação de mitos e modismos alimentares.
Fonte:
Agrodigital Tradução livre: www.terraviva.com.br
























