GLOBALIZAÇÃO E MERCOSUL
Doença endêmica do Brasil, preocupa os EUA
Desde o
início do mês de junho autoridades sanitárias estadunidenses estão em alerta
máxima em relação à identificação de ‘berne’, um parasita que é endêmico no
Brasil, mas que havia sido erradicado, nos anos 60, dos Estados Unidos da
América (EUA).
Conhecida
como mosca-varejeira-do-novo-mundo, nos EUA, a doença foi detectada,
inicialmente, em um bezerro no Texas, depois mais três animais testaram
positivo no mesmo estado, e agora nesse domingo, outros 15 casos foram confirmados,
expondo o rebanho bovino do país a uma nova e séria ameaça.
E casos
como um cordeiro no Condado de Crockett e dois bezerros no condado de Edwards, Texas,
testaram positivo nas últimas 24 horas, de acordo com publicação do
Departamento de Agricultura (USDA) na noite deste domingo (21/6).
As autoridades avaliam
que as moscas estão chegando a partir do México e seguem para o norte dos EUA. Para
combater a disseminação, o USDA dispersou dezenas de milhões de moscas estéreis
que interrompem a reprodução da mosca-do-berne e iniciou a construção de uma
instalação para produzir mais dessas moscas, que, de acordo com especialistas é
a melhor ferramenta para combater a praga.
A
preocupação foi além das fronteiras americanas, e agências da Organização das
Nações Unidas (ONU) lançaram, junto com a Agência de Energia Atômica, um
projeto de pesquisa no valor US$ 1 milhão para ajudar a conter o surto de
moscas varejeiras nas Américas, incluindo esforços para lidar com a escassez de
moscas estéreis.
Se houver uma disseminação generalizada, o estado do Texas poderá
contabilizar até US$ 1,8 bilhão em prejuízos econômicos e devastar a vida
selvagem.
Matéria: www.terraviva.com.br
Consultas
realizadas em artigos da Embrapa, reportagens da Agência Reuters e The Dairy
Site.
























