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O crescimento da oferta alimenta perspectivas pessimistas para o leite nos EUA
A cada
semana focamos em fatores que influenciarão os mercados lácteos e os preços
altos, destacando pequenas vitórias ou cenários hipotéticos favoráveis. É mais
fácil escrever artigos com viés positivo do que o contrário, analisando de
forma crítica as razões pelas quais o mercado opera em patamares de preços mais
baixos, como agora.
A
primeira razão e a mais óbvia para os preços baixos é a disponibilidade de
lácteos nos Estados Unidos da América (EUA). Os produtores de leite estão
realizando um excelente trabalho, não apenas produzindo mais leite, mas também
aumentando a concentração de matéria gorda, agregando mais valor à indústria de
laticínios.
Na
segunda feira, o relatório sobre a produção de leite do Departamento de
Agricultura (USDA) mostrou que a produção de leite em maio foi 2,4% superior em
relação ao mesmo mês do ano passado, e a captação total nos 24 maiores estados
produtores totalizaram 19,8 bilhões de libras, [8,7 bilhões de litros]. Isso
corresponde a 2.142 libras, [941 litros, ou 31 litros/dia] de leite por vaca,
um aumento de 9 libras na comparação com maio de 2025. O número de animais também
registrou alta, atingindo um total de 9.23 milhões de cabeças, acréscimo de 182
mil cabeças em relação a maio de 2025, nos mesmos estados.
Olhando
para esses números, constata-se que o aumento do número de vacas ocorreu entre
junho e dezembro de 2025. Este ano, de janeiro a maio o rebanho superou em
200.000 cabeças o mesmo mês do ano passado, presumindo-se que haverá
crescimento estável, nesse nível, até o final do ano.
Nesse
meio tempo, o preço de gado alcançou níveis nunca vistos antes. Nos dois
últimos anos, o baixo estoque de animais fez o preço da carne bovina disparar.
Os produtores de leite aproveitaram para reforçar o caixa, vendendo bezerros. Os
descartes também tiveram valorização considerável. Entretanto, o custo de
reposição de animais disparou, e passou a ser uma equação delicada, descartar
uma vaca para carne, quando ainda tinha condições de produzir bezerro e leite.
E é
inegável que novas oportunidades surgiram para a indústria de laticínios dos
EUA: o aumento da demanda por proteínas, exportação firme, a criação da nova
pirâmide alimentar e a autorização do governo de retornar o leite integral às
escolas. No entanto, é difícil encontrar sustentação para o fortalecimento dos
preços se a oferta crescer mês após mês.
Fonte: Dairy
Herd Tradução livre: www.terraviva.com.br
























