DESTAQUE
Publicado em: 03/07/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.brO Índice FAO do Preço dos Alimentos recua ligeiramente em meio à evolução divergente dos preços das commodities
O Índice FAO
de Preços de Alimentos (FFPI), que acompanha os preços de uma cesta de alimentos
comercializados no mercado mundial, registrou ligeira queda em junho, com a
redução nas cotações dos cereais, açúcar e produtos lácteos compensando a alta
de óleos vegetais e carne, segundo os últimos dados publicados pela Organização
das Nações Unidas para a Alimentação (FAO).
O FFPI
atingiu a média de 130,3 pontos em junho de 2026, um recuo de 0,3% em relação
ao valor de maio, mas se mantém 2,2% acima do índice de um ano atrás.
“Ainda que
o FFPI tenha caído ligeiramente em junho, os mercados de diferentes commodities
continuam reagindo diferentemente à evolução da situação. Dentro de um contexto
mundial cada vez mais incerto, a transparência dos mercados, a rápida difusão
de informação e a previsibilidade do comércio mundial são essenciais para
garantir a segurança alimentar e reforçar a resiliência dos sistemas
agroalimentares”, declarou Boubaker Ben-Belhassen, Diretor da Divisão de
Mercados e Comércio da FAO.
O
Índice FAO dos produtos lácteos atingiu a média de 117,4 pontos em junho,
correspondente a queda de 1,7 pontos (ou 1,5%) em relação a maio e de 38,1
pontos (24,5%) em relação ao nível de junho de 2025. Os preços de todas as commodities
lácteas, ao nível global, caíram, mesmo que as condições particulares de cada
mercado tenham sido divergentes em relação a grupos específicos de produtos. O
leite em pó desnatado (SMP) caiu ligeiramente, encerrando cinco meses
consecutivos de alta, impactado pela melhora da disponibilidade na União
Europeia (UE) e Estados Unidos da América (EUA) coincidindo com a retração da
demanda decorrente do aumento contínuo dos preços. O SMP, no entanto, é único
produto lácteo a estar sendo negociado com o preço acima do seu nível de junho
de 2025. No sentido contrário seguiu o leite em pó integral (WMP) que caiu,
diante da fraca demanda de importação chinesa, cujas compras firmes do Sudeste
Asiático e Oriente Médio não conseguiram compensar, mesmo com a redução da
produção sazonal de leite na Oceania. Os preços da manteiga e do queijo também
recuaram, refletindo a melhoria na disponibilidade de leite e o aumento da
produção desses produtos na UE e EUA. Tais fatores favoreceram uma maior oferta
para exportação e intensificaram a concorrência nos mercados internacionais. Os
preços da manteiga permaneceram sob pressão em decorrência do elevado estoque
de manteiga de leite, enquanto os preços do queijo mantiveram a tendência de
baixa pelo décimo primeiro mês consecutivo. As disponibilidades exportáveis
continuam ultrapassando a demanda mundial de importação.
Junto com os produtos lácteos, caíram os índices
FAO dos preços de Cereais e Açúcar, em junho. Os Índices de Carne e Óleos Vegetais
aumentaram.
O
Índice FAO dos cereais recuou 3,5% em relação ao mês de maio puxado pela
baixa das cotações internacionais de milho (-6,2%) e trigo (-4,4%). Mesmo assim
continua 2,7% superior ao índice interanual. O índice FAO do arroz, no entanto,
subiu 3,2% em junho, diante de uma demanda firme do arroz indica, enquanto as
condições climáticas adversas e o aumento dos custos de produção, transporte e
comercialização sustentaram os preços do arroz não aromático.
O índice FAO do preço do açúcar diminui 5,7% em
relação a maio, sob efeito da baixa dos preços do etanol no Brasil e a
depreciação do real brasileiro. As preocupações persistentes quanto ao impacto
potencial de El Niño sobre a produção de açúcar na Índia e na Tailândia
impediram uma queda geral dos preços internacionais do açúcar.
O Índice FAO de óleos vegetais subiu 3,8% em
relação a maio. Os preços mais elevados dos óleos de palma e de colza -
impulsionados pelo aumento da demanda por biocombustíveis e pela estabilidade
geral dos preços do óleo de girassol - compensaram amplamente a queda nos
preços do óleo de soja.
O Índice FAO de carnes subiu 0,5%,
atingindo um novo recorde. Os preços internacionais da carne de aves
aumentaram, em parte devido à oferta interna, temporariamente, mas apertada,
após ajustes na produção realizados em resposta a um excesso de oferta
anterior, enquanto os preços das carnes suína e bovina recuaram.
Acesse aqui a matéria na íntegra
Fonte: FAO
– Tradução livre: Terra Viva
























