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Publicado em: 06/07/2026
Fonte: Redação e imagem de capa: www.terraviva.com.brNovos recordes são estabelecidos pelas importações brasileiras de produtos lácteos
Desde
2023 que os recordes se sucedem no 1º semestre, em equivalente litros de leite
(EqL), na comparação com o mesmo período do ano anterior, constituindo agora em
2026, o quarto consecutivo. A maior importação mensal ocorreu em março de 2026,
quando entraram no país, 230 milhões de lácteos, em EqL. Nos três meses
subsequentes, as importações foram recordes para o mês, na comparação com os
mesmos meses de anos anteriores.
A
categoria NCM0402 tem o maior peso no volume total de produtos lácteos em EqL, e
nos primeiros seis meses de 2026, representou 72% de tudo o que foi
importado. Superou o recorde anterior de
um primeiro semestre, que havia sido estabelecido em 2023. Em março houve a
maior compra de produtos NCM0402, superando qualquer outro mês dentro da série
histórica. Na comparação interanual, a importação de produtos NCM0402, em
junho, aumentou em 27%.
Os Queijos
(NCM0406), em EqL, também estabeleceram recordes consistentes no 1º semestre de
2026, período em que ocorreram os três maiores volumes importados em um só mês
no 1º semestre, desde 2013. No mês de junho, embora tenha caído 8,4% em relação
ao recorde de maio, superou em 57% a quantidade de Queijos importados em junho
de 2025.
Em
valores, as importações de produtos lácteos NCM04 subiram 6,8% no 1º semestre
de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, significando mais um
recorde. No mês de junho, o aumento foi de 27,4% na comparação interanual.
As
categorias NCM0402 e NCM0406, respondem por mais de 90% das importações. A
primeira 66% dos valores, e a segunda 26%.
No
semestre, os produtos NCM0402 subiram 7,9% na comparação com o 1º semestre de
2025. Os resultados de junho, na comparação com o que foi registrado um ano
antes, o aumento foi de 22%, um dos
poucos parâmetros desses seis meses em que não houve quebra de recorde, mas
constitui o segundo maior valor gasto com compras de Leite em pó, desde 2013.
As
importações de Queijos (NCM0406) aumentaram em todos os meses do 2º trimestre,
na comparação interanual, resultando em um novo recorde semestral. Constitui o quinto 1º semestre consecutivo de recordes.
Dez
estados da federação foram responsáveis por 99% de todas as importações de
queijos no 1º semestre de 2026, tanto em valor como em volume. O 1º da lista é
Rondônia, seguido de perto por São Paulo. Pernambuco lidera no Nordeste e o
Paraná no Sul. O preço médio foi de US$ 4.629/tonelada. No entanto, a dispersão
de preços é muito elevada, uma vez que os diversos tipos de queijos guardam
variados graus de valor agregado.
São
Paulo distribuiu as importações de queijo ao longo dos meses. No entanto,
Rondônia, fez compras menores no início do ano, foi aumentando nos meses subsequentes
e chegou em junho, importando o maior volume em só mês, superando as compras de
todos os outros estados.
Nas
importações de produtos NCM0402, São Paulo assumiu a liderança, deixando Rondônia
em segundo lugar. Dez estados também foram responsáveis pelas compras de 99,5%
de produtos da categoria e o preço médio geral foi de US$ 3.598 a tonelada. O
menor preço foi pago por Pernambuco (US$ 3.220/tonelada) e o maior pelo Rio
Grande do Sul (US$ 3.842/tonelada).
Cabe
observar que legislações estaduais que proibiram a reidratação de leite em pó importado
não surtiu o efeito esperado em alguns estados como o Rio Grande do Sul, e
Minas Gerais que aumentaram as importações em junho, na comparação com os meses
anterior. Rondônia teve um pico de compras e março, mas depois manteve os
níveis dos dois primeiros meses do ano. O volume importado pelo Espírito Santo,
em junho ficou abaixo dos três meses anteriores, mas não fica claro se é uma
tendência. São Paulo reduziu moderadamente as compras depois do pico
de fevereiro, e encerrou o semestre com a menor compra mensal dentro do semestre.
EXPORTAÇÕES
As
exportações brasileiras, em EqL continuam em mínimos históricos e foi a segunda
menor quantidade de leite exportada em um 1º semestre, desde 2013. Representou 3,9%
de tudo o que foi importado no mesmo período.
Em
valores o quadro não é muito melhor. Em junho, registrou o menor faturamento dos
últimos quatro anos para o mês, e a menor quantidade de divisas obtidas em um 1º
semestre, desde 2023. Representou somente 1,3% de tudo o que foi gasto com
importação de lácteos no 1º semestre.
RESULTADOS
O saldo
do comércio brasileiro de produtos lácteos NCM04 permanece negativo em todos os
parâmetros, e em EqL, contabiliza o maior déficit da série histórica para um 1º
semestre.
Em
valores, o saldo negativo de US$ 512 milhões é apenas 0,8% menor do que o
recorde registrado no 1º semestre de 2023, se mantendo em níveis historicamente
elevados.
No 1º
semestre de 2026, a categoria NCM0402 respondeu por 70,4% do déficit, os
Queijos por 26,2%.
Em EqL Outras
categorias possuem superávit, que é neutralizado pelos déficits das categorias
NCM0402 e NCM0406.
























