GLOBALIZAÇÃO E MERCOSUL
Publicado em: 07/07/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: anncapictures por PixabayPaíses Baixos fixam padrões para emissão de nitrogênio
Os
processos de concessão de licenças ambientais, que estavam suspensos há vários
anos, por questões relacionadas às emissões de nitrogênio. O pacote de medidas
apresentado, que possui uma verba de 20 bilhões de euros, introduz padrões de
emissão por unidade produtiva, investimentos em recuperação ambiental e
incentivos para a agricultura extensiva, com o objetivo de romper com a
paralisia regulatória que impedia a construção e o setor agropecuário.
Padrões de nitrogênio obrigatórios até 2035
O
governo fixa limites de emissões que os próprios agricultores deverão gerir
utilizando as melhores técnicas disponíveis. Para a produção de leite, o padrão
estabelecido foi 0,164 quilo de amônia por cota de fosfato, até 2025.
Para a
avicultura, criação de suínos e bezerros, a adoção começa no início de 2027. Os
padrões se baseiam no que os produtores podem conseguir de forma realista
mediante ajuste em estábulos ou alimentação. Quem obteve avanços significativos
em anos anteriores verão esses esforços refletidos nos padrões estabelecidos.
O resto
da redução de emissões serão ajustadas através da menor aplicação de esterco,
aumentar a produção extensiva, venda voluntária de animais e de restrições aos
direitos de criação durante transferências.
Serão
destinados dois bilhões de euros para modificações em estábulos e rações. Além
disso, o Conselho de Ministros introduziu uma norma territorial de 2,6 unidades
pecuárias por hectare para garantir a sustentabilidade do setor lácteo no longo
prazo, mediante acordos de cooperação com agricultores de cultivos extensivos.
Foram
estabelecidas zonas de proteção que variam entre 500 e 1000 metros em torno de
aproximadamente 100 áreas naturais sensíveis ao nitrogênio, com medidas
adicionais para as principais empresas contaminantes. O governo destina nove bilhões
de euros para um pacote de ajuda para os agricultores, que inclui reavaliação de
terras, planos de extensificação e transição para agricultura orgânica. Serão
investidos também 2,2 bilhões de euros em recuperação e gestão ambiental, dos
quais 100 milhões serão já aplicados em 2026 para projetos concretos.
Indústria
e mobilidade deverão reduzir emissões de nitrogênio em 50% até 2035. O governo
destinará 250 milhões de euros para medidas específicas contra o nitrogênio
nesses setores, incluindo zoneamento industrial, construções mais sustentáveis
e ampliação do regime de limitação de emissões de amônia. O governo também faz
um acordo com supermercados e processadores para o aumento estrutural da
demanda por produtos orgânicos, prevendo aplicação de obrigações legais caso os
compromissos não sejam alcançados até 1º de abril de 2027.
A
proposta legislativa sobre os novos parâmetros para o nitrogênio será enviada
pelo governo à Câmara dos Representantes, em outubro.
Fonte: Agrodigital
Tradução livre: www.terraviva.com.br
























