ESPECIAIS
Publicado em: 13/07/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.brProdução australiana de leite recupera no final da temporada 2025/2026
A
produção de leite australiana, na temporada 2025/2026 foi marcada por quedas
acentuadas de julho a novembro, lenta recuperação de dezembro a março, e forte
crescimento em abril (+4,1%) e maio (+5,4%). De acordo com a última análise quinzenal
do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (EUA) (USDA), em
maio foram 654 milhões de litros. Essa recuperação fez com que, no acumulado da
temporada, até o mês de maio, o volume tenha superado em 0,2% o da temporada
passada no mesmo período, totalizando 7,765 bilhões de litros.
Conforme
o relatório do USDA, a produção de leite na Nova Zelândia, em maio de 2026,
alcançou 1,02 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo mês
do ano passado. Os sólidos cresceram 5%, totalizando 108,7 milhões de quilos. O
volume de leite produzido na temporada 2025/2026 superou os recordes
anteriores, impulsionado por preços globais firmes das commodities lácteas na
maior parte do período, o aumento do número de vacas e as condições favoráveis
do tempo que ajudaram no crescimento de pastagens em boas condições que
permitiram reduzir a alimentação suplementar. Em toneladas, a produção superou
os recordes anteriores.
Essa
oferta confortável pressionou os preços ao longo do tempo, e com exceção do leite
em pó desnatado (SMP), todas as outras commodities negociadas na Oceania
tiveram as cotações em queda nesse final de semestre. No conjunto, elas
perderam 8% de suas cotações entre 26 de março de 02 de julho. O ponto fora da
curva é o SMP. Cujo preço, desde o dia 04 de junho de 2026, é superior ao WMP,
na Oceania, de acordo com os dados do USDA.
Na
comparação com as cotações de um ano atrás, a manteiga perdeu 23,4%, o leite em
pó integral (WMP) 11,7% e o Cheddar, -8,3%. Já o SMP ganhou recuperou 40% de
seu preço nesses dozes meses.
No
entanto, o início da temporada 2026/2027 mostra uma tendência de queda, já que
a demanda de importação não acompanhou a oferta disponível. Junte-se a isso, os
problemas preocupantes que se vislumbram no horizonte como o fenômeno “Super”
El Niño que deverá impactar sensivelmente as pastagens e o conforto animal, além
da manutenção de preços elevados de insumos, como fertilizantes e combustíveis,
decorrentes de conflitos geopolíticos.
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