ESPECIAIS
O volume médio diário de produtos lácteos importados cai na 2ª semana de julho
Nesta 2ª
semana de julho, o volume médio diário de lácteos importados subiu 23,4% em
relação à média de julho de 2025, mas é o menor volume médio diário desde
janeiro de 2026.
Em
valores, na comparação interanual, o aumento foi de 25,7%, mas trata-se da menor
média diária desde fevereiro de 2026.
Já o
volume médio exportado na 2ª semana de julho é ligeiramente superior ao registrado
um ano antes, com variação de 1,3%. No entanto, ficou abaixo da média diária de
todos os meses subsequentes, de agosto de 2025 a junho de 2026.
Em
valor, o aumento foi de 6,6% na comparação interanual, mas, assim como ocorreu
com o volume, trata-se do menor valor médio diário desde julho do ano passado.
A
categoria de maior peso na balança comercial, Leite, registra o menor volume médio
diário de importação desde janeiro de 2026, embora tenha apresentado alta de 16%
na comparação interanual. O volume médio diário exportado permaneceu estável na
comparação interanual, mas caiu 16,7% em relação à média diária exportada em
junho de 2026.
Ainda na
comparação interanual, o valor médio diário das importações de Leite subiu
16,8%, enquanto o valor médio diário das exportações aumentou 14,6%. Em relação
ao mês anterior, a média diária das importações caiu 7,5% até a 2ª semana de
julho, enquanto a média diária das exportações avançou 1,2%.
A
importação média diária de Queijos, entretanto, deu um salto, com alta de 51,2%
na comparação interanual, enquanto a exportação média diária caiu ao menor
nível dos últimos seis meses, ficando 2,3% abaixo do volume médio embarcado em
julho de 2025.
Em
dólares, a importação média diária de Queijos subiu 50,6% na comparação
interanual, enquanto a exportação média diária recuou 22,3%.
Em
relação ao mês anterior, o valor médio diário das importações diminuiu 4,5%, enquanto
o valor médio diário das exportações foi reduzido em 41,5%.
O
comércio exterior de Manteiga é bastante volátil. Na 2ª semana de julho, a
categoria representou 6% do volume embarcado de produtos lácteos e 1,2% do
volume médio diário importado. Em termos de valor, respondeu por 10,1% das
divisas geradas com as exportações de lácteos e 2,3% dos gastos com a importação
desses produtos.
À volatilidade
do comércio, somam-se a dissociação dos preços em relação ao mercado
internacional e a falta de paridade entre as cotações de exportação e
importação. Neste início de julho, o preço médio de exportação, está US$ 3.000 por
tonelada abaixo do preço médio de importação: o primeiro é de US$ 5.061 por
tonelada, enquanto o segundo alcança US$ 8.081 por tonelada.
Em menor
grau, essa defasagem também é observada na categoria Leite, em que a diferença
entre os preços médios de exportação e importação está atualmente em US$ 1.316 por
tonelada, em desfavor das exportações.
Há maior
equilíbrio entre os preços médios de exportação e importação de Queijos, com o
preço médio de exportação superando o de importação em US$ 323 por tonelada.
No
entanto, o resultado da 2ª semana de julho foi menos desfavorável na comparação
com os dados preliminares da 1ª semana, embora o déficit da balança comercial esteja,
até o momento, 28.3% acima da média diária registrada em julho de 2025.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
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