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A sucessão familiar no leite depende mais de tecnologia do que de tradição
Em mais de 30 anos acompanhando a pecuária leiteira, perdi a conta de quantas vezes ouvi a mesma frase: “Meu filho não quer ficar na fazenda”.Durante muito tempo, a explicação parecia simples.mas, observando mais atentamente o que acontece dentro das propriedades, cheguei a uma conclusão diferente. Na maioria das vezes, e que já não faz sentido para a nova geração.
Tenho visitado fazendas nas quais filhos e filhas assumem responsabilidades ligadas à análise de dados, reprodução, gestão financeira, monitoramento de indicadores e planejamento estratégico. Eles continuam produzindo leite, mas de uma forma muito diferente da geração anterior: o trabalho braçal perde espaço para a gestão, a repetição dá lugar à tomada de decisão e a experiência passa a caminhar ao lado da tecnologia.
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