ESPECIAIS
Publicado em: 28/07/2026
Fonte: Dados - IBGE: Elaboração www.terraviva.com.br, foto de capa -Autor:Cally LowsonSergipe, em duas décadas, revolucionou a produção, a produtividade, o processamento e reduziu a informalidade no consumo de leite
Mas, com certeza, por trás desses números há um grande esforço de racionalização, investimentos em alimentação, sanidade animal e genética, o que resultou em um elevado crescimento da produtividade no estado. O rebanho leiteiro atual, em Sergipe, é muitíssimo mais especializado do que há 20 anos e promete tornar-se ainda mais intensivo nas próximas décadas.
A produção, que era de 156.988.000 litros em 2004, foi de
678.515.000 em 2024, o que representa um aumento de aproximadamente 332,2%.
O leite processado sob os três sistemas de inspeção – SIF, SIE e SIM – cresceu: era 33.141.000 em 2004 e, em 2024, chegou a 498.745.000, o que representa um aumento de 1.501,57%, ou seja, aproximadamente 15 vezes no período analisado. O sistema SIF (Sistema de Inspeção Federal), que era de 21.162.000, passou para 444.135.000 em 2024, um aumento de 1.998,87%, quase 20 vezes no período. Já o SIE (Sistema de Fiscalização Estadual) passou de 11.979.000 para 48.160.000, um crescimento mais modesto, ainda que igualmente importante, de aproximadamente 302,04% em duas décadas. Finalmente, temos o SIM (Sistema de Fiscalização Municipal), cujo volume era de 7.903.000 e passou para 6.450.000, mostrando uma involução de aproximadamente -18,3% no período de 20 anos.
Se em 2004 apenas 21,11% do leite produzido era processado sob sistema de inspeção, e em 2024 passou-se a processar 73,5%, é possível entender que houve uma enorme diminuição do consumo informal de leite no mercado e, portanto, um grande aumento no processo de agregação de valor no estado, o que realmente deve estar acontecendo, haja vista o crescente do número de indústrias cada vez mais presentes no estado, com uma tendência crescente de maior volume de leite industrializado no estado, e tem espeço para crescer.
OBS.: Não tivemos acesso aos dados dos volumes de leite referentes ao que chega de outros estados – o IBGE não nos mostra nem disponibiliza esses dados, provenientes dos estados vizinhos e processados em Sergipe. Esse fato poderá, com certeza, mudar e relativizar a análise acima, visto que consideramos que os dados de produção e processamento de leite do estado sejam somente de leite produzido no estado.
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