ESPECIAIS
Em duas décadas, Sergipe mudou; o foco é crescer com produtividade
Em 2004, a produtividade média estadual era de 998
L/vaca/ano, enquanto a dos municípios do TOP 20 ficava em 1.128 L/vaca/ano. Em
2024, esse cenário se alterou: a produtividade média do estado subiu para 3.301
L/vaca/ano, e a dos municípios do TOP 20 alcançou 3.724 L/vaca/ano.
Em 2020, com um rebanho de 154.158 cabeças (1,9% menor que o de 2004, ou seja, 3.031 cabeças a menos), obteve-se a produção de 360.097.000 litros. Esse volume representa cerca de 129,4% a mais do que o registrado em 2004, porém é inferior ao alcançado em 2024. Já em 2024, Sergipe chegou a uma produção de 678.515.000 litros — o que equivale a 332,21% a mais que em 2004 — com apenas 205.525 cabeças de vacas ordenhadas, isto é, com aproximadamente 30,7% a mais que o efetivo de 2004.
Portanto, de 2004 a 2024, o crescimento foi exponencial, ainda que lento, gradual e persistente ao longo de duas décadas. O rebanho atual é muito diferente do de 20 anos atrás, tanto na alimentação, no manejo, na gestão e nas estruturas quanto na própria cultura do produtor, que também se transformou.
Com base nos dados municipais de 2024, foram elaborados dois rankings: o TOP 20 dos municípios com maior produção de leite, que concentra 91% da produção estadual; e o TOP 20 dos maiores rebanhos, responsável por 80,7% do total de vacas ordenhadas no estado.
Entre os municípios que integraram o TOP 20 em rebanho nos anos de 2004 e 2024, verifica-se que 14 deles permaneceram na lista de 2024. São eles: Aquidabã, Canindé de São Francisco, Carira, Frei Paulo, Gararu, Itabaiana, Lagarto, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória Nossa Senhora das Dores, Poço Redondo, Porto da Folha, Riachão do Dantas, Tobias Barreto.
Já no TOP 20 da produção de leite, 17 municípios mantiveram
a tradição na atividade. São eles: Aquidabã, Canindé de São Francisco, Capela,
Carira, Feira Nova, Gararu, Graccho Cardoso, Itabaiana, Itabi, Lagarto, Monte
Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores, Nossa
Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Porto da Folha; Tobias Barreto. Conclusão, a
tradição se manteve e que os municípios se especializaram cada vez mais.
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