ESPECIAIS
Sobem mais de 20% as importações e exportações de produtos lácteos na 4ª semana de julho
É importante
destacar, no entanto, que a base de comparação é bastante baixa. Julho de 2025
registrou a menor média diária de faturamento com exportações de produtos
lácteos desde outubro de 2024.
Em
volume a média diária exportada avançou 20,8% em relação ao mesmo período do
ano passado, também sobre uma base de comparação reduzida, correspondente ao
menor volume médio diário exportado de 2025.
As
importações caíram em relação aos dois meses anteriores, mas o volume médio
diário aumentou 25,4%, na comparação interanual.
Em
valor, a média diária das importações subiu 26,4% frente a julho de 2025 e
permaneceu em um patamar elevado, semelhante ao observado desde fevereiro deste
ano.
Esse
desempenho reflete o crescimento consistente das importações de Queijos.
O volume
médio diário importado dessa categoria aumentou 55,6%, em relação ao mesmo
período do ano passado e permanece em um nível historicamente elevado pelo
quarto mês consecutivo. Embora as exportações de Queijos também tenham
crescimento 20,7% na comparação interanual, elas representam, até a 4ª semana
de julho, apenas 3,8% do volume importado, exercendo um impacto apenas residual
sobre o comércio exterior brasileiro de produtos lácteos.
Em
termos de valor, a média diária das importações de Queijos avançou 56,9% na
comparação interanual, enquanto a média diária das exportações recuou 3,1%. As receitas
obtidas com as exportações corresponderam a apenas 4,1% das despesas com as
importações de Queijos, configurando o quarto mês consecutivo em que esse
indicador permanece em um dos menores níveis da série histórica.
Ao mesmo
tempo, o comércio exterior de produtos da categoria Leite apresentou crescimento
tanto nas importações quanto nas exportações. Em volume, as importações
aumentaram 18% e as exportações 19,8% em relação ao mesmo período do ano
anterior. Vale destacar que esse foi o segundo menor volume de Leite importado
em 2026, enquanto as exportações seguem praticamente estáveis.
Em valor,
as importações e exportações de Leite cresceram, respectivamente, 17,1% e 37,6%
na comparação interanual.
Apesar do
preço médio de exportação dos produtos da categoria Leite ter aumentado 15% em
relação ao mesmo período do ano passado, ele continua significativamente
inferior ao preço médio de importação, com diferença de US$ 1.234 por tonelada.
Situação
semelhante ocorre com a Manteiga. Até a 4ª semana de julho, o preço médio de
exportação foi de US$ 4.579 por tonelada, uma queda de 19,7% em relação ao registrado
um ano atrás. Já o preço médio de importação alcançou US$ 7.669 por tonelada.
No caso
dos Queijos, a vantagem histórica do produto brasileiro também vem diminuindo.
Enquanto o preço médio de exportação perdeu valor nos últimos meses, o preço
médio de importação continua avançando gradualmente.
Até a 4ª
semana de julho, a diferenças entre ambos é de apenas US$ 414 por tonelada, bem
abaixo dos US$ 1.819 por tonelada registrados em julho de 2025.
Como consequência, o déficit médio diário da balança comercial brasileira de produtos lácteos continua aumentando em 2026 na comparação com 2025.
O saldo
negativo que era de US$ 3,2 milhões por dia em julho de 2025, aumentou 29,4% na
comparação interanual, mantendo a tendência de crescimento observada desde março.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
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