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Especiais Selectus nº 7444

O preço do leite ao produtor foi revisado para mais, na Nova Zelândia

A cotação das commodities lácteas variaram entre os segmentos.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Adele Erolsky on Unsplash
O preço do leite ao produtor foi revisado para mais, na Nova Zelândia

Em setembro, os preços dos produtos lácteos na Oceania foram contrastantes. No entanto, existem sinais de sustentação desse quadro, à medida que os fundamentos do mercado lácteo mundial apontam para um melhor equilíbrio. No curto prazo, a produção de leite da primavera na Nova Zelândia se aproxima do pico ampliando a oferta de leite. O mercado da manteiga continua fraco, enquanto os preços do queijo mantiveram uma certa sustentação. O mercado de proteínas está em um momento de grande força, impulsionado, especialmente pelo leite em pó desnatado (SMP).

De um modo geral, os preços das commodities lácteas na Oceania estão abaixo da média dos últimos anos, com exceção do SMP, cabendo ressaltar a fraqueza em grande parte do complexo lácteo, apesar da melhora nos fundamentos.

A temporada 2026/27 na Nova Zelândia iniciou forte. A produção de sólidos acumulada de junho a agosto cresceu, embora tenha sido mais moderada em agosto, recuando para 3,3% no aumento dos sólidos e 2,2% em volume.

A produção de agosto é, em volume absoluto, muito acima da de junho ou julho, e é quando a curva de crescimento da produção se estabelece. Nesses três primeiros meses da temporada, a produção de sólidos do leite atingiu 186,9 milhões de quilos, 4,4% a mais em relação aos 179,2 milhões de kg contabilizados no mesmo período de 2025.

O preço do leite ao produtor na Nova Zelândia foi revisado pela Fonterra, que elevou para NZ$ 9,50 por kg de sólidos (kgMS), NZ$ 0,25 a mais em relação aos NZ$ 9,25/kgMS anteriores. O movimento foi reflexo da melhora dos preços globais das commodities lácteas e das condições favoráveis do mercado. Para esse aumento, o limite inferior da projeção do preço subiu de NZ$ 8,00 para NZ$ 8,50, mantendo o limite superior em NZ$ 10,50/kgMS.

Na Austrália, houve uma reviravolta na oferta de leite. A temporada 2025/2026 encerrou com 8,65 bilhões de litros, um aumento de 1,5% em relação ao período anterior. Contudo, esse número mascara uma melhora significativa na dinâmica do setor. A produção passou de uma queda de 3,1% em julho de 2025 (na comparação anual) para um crescimento de 7% em junho de 2026, impulsionado pelo estado de Victoria (+1,9%). A Dairy Australia revisou os dados históricos da produção à medida que informações mais completas ficaram disponíveis, acrescentando cerca de 200 milhões de litros à oferta registrada nas últimas temporadas. Isso sinaliza um crescimento sólido da oferta antes do pico sazonal na Oceania.

O mercado chinês de produtos lácteos mostra sinais de estabilização depois de um longo período de ajustes. Isso é importante para o mercado global. O crescimento da oferta doméstica diminuiu e a demanda melhora gradualmente. Pelas previsões do RaboResearch poderá haver um aumento do volume de lácteos importados pela China em 2026.

Pelo lado dos custos, é preciso ficar atento ao aumento dos custos da ração que deverá exercer pressão sobre as margens. Os conflitos globais continuam representando riscos elevados para os preços das comodities agrícolas, especialmente as relacionadas à alimentação animal. Junte-se a isso as incertezas de médio prazo sobre a provável desaceleração do crescimento da oferta, à medida que os produtores enfrentam preços mais baixos do leite na origem e custos elevados dos insumos.

Fonte: Rabobank        Tradução livre: www.terraviva.com.br

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