FMI vê dúvidas sobre economia crescerem após reunião do G-7
FMI – As nuvens sobre a economia global ficaram ainda mais escuras, especialmente desde a divisão dos líderes do grupo das sete maiores economias na cúpula desse fim de semana, disse ontem a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.
Lagarde, falando em coletiva de imprensa conjunta em Berlim com os chefes de outras importantes organizações econômicas e a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a confiança dos empresários está diminuindo devido a medidas que atrapalham o comércio. O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, acrescentou: “Temos, portanto, que parar com essa escalada de tensões. Um processo difícil não será útil”. Ruim para todos - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou ontem que expressou, durante a cúpula do G-7, no Canadá, seu “profundo desapontamento” com a decisão “injustificada” dos Estados Unidos de aplicar tarifas sobre a importação de aço e alumínio da União Europeia, mas ressaltou a necessidade de se evitar uma escalada de medidas “olho por olho” no comércio global. “A perda de comércio por meio de tarifas diminui competição, reduz produtividade, remove o incentivo para inovar e ultimamente faz todos mais pobres”, falou a premiê em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento britânico. Como solução ao impasse gerado pelas tarifações levadas adiante por Washington e as retaliações anunciadas por Bruxelas, May propôs fazer o sistema comercial internacional baseado em regras “funcionar melhor”, inclusive pelo encorajamento a que a Organização Mundial do Comércio (OMC) opere “mais efetivamente”. “Ação multilateral é o caminho certo para se alcançar isso”, cravou. “Não se pode fazê-lo ao promover ação unilateral contra seus parceiros”.
















