Produtores aumentam produção de leite no Oeste do estado
Leite Sustentável Oeste - A Região Oeste do Paraná concentra 23.990 produtores que exploram a bovinocultura leiteira como atividade comercial, em 48 municípios.
A produção anual chegou a 618,74 milhões de litros, segundo o Censo do IBGE/2017. Para atender a esse público, os extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater desenvolvem o Projeto Leite Sustentável Oeste. A assistência técnica vem fazendo a diferença para muitos produtores que passaram a ter orientações sobre o melhoramento genético, sanidade animal, produção de forrageiras e qualidade do leite, entre outros aspectos.
O casal Márcia Valéria e Loidemar Luis Boesing é um exemplo do alcance desse trabalho. Eles moram numa propriedade de 7,26 hectares, em Ouro Verde do Oeste, região de Toledo, onde lidam com a produção de leite. Desde 2012 o casal recebe assistência do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater, mas foi em 2016 que eles passaram a integrar o projeto Leite Sustentável Oeste. Até o início do trabalho, a produção por vaca/dia era de 22,84 litros. No ano passado esse volume passou para 27,38 litros/vaca/dia. A produção total saltou de 100.063 litros/ano, para 130.012 litros/ano.
De acordo com Luiz Roberto Faganello, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater, o foco do trabalho foi a produção de leite a pasto, com o manejo em pastoreio, adubação das áreas de pastagem, além do balanceamento nutricional dos animais. O aumento de produção nessa propriedade foi conseguido sem aumentar a área destinada a produzir alimento para o gado. Foram mantidos os 6,0 ha para a produção de alimento: 2,30 ha de pastagem perene e 3,70 ha de cultivos anuais. Loidemar cultiva milho para silagem, aveia no inverno e milheto no verão. Nesse tempo todo, o casal investiu em manejo e não comprou nenhum animal. Os produtores têm 26 animais e 14 vacas em lactação. O ganho em produtividade se deveu ao empenho dos produtores ao colocar em prática as orientações da assistência técnica.
De acordo com Faganello, a ação direta dos extensionistas que trabalham no projeto Leite Sustentável Oeste ocorreu em 29 municípios e em 659 propriedades familiares, das quais 40 foram transformadas em Unidades de Referência (URs) para a difusão de tecnologia. Além disso, outras 2.221 propriedades da região foram atendidas na atividade leiteira de forma individual ou coletiva. Os atendimentos trataram desde a orientação sobre crédito rural e emissão de DAP (Declaração de Aptidão do Produtor), até informações técnicas para a produção de forrageiras.
"Nesse projeto a Extensão Rural tem como foco o desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção de leite. Com melhor qualidade e maior volume de produção, obtidos a partir do planejamento forrageiro, manejo nutricional, melhoramento genético, eficiência reprodutiva e melhoria do ambiente para os animais”, observou Faganello.
A produtividade do leite nas URs do projeto variou de 1.296 a 39.054 litros e a média ficou em 14.988 l/ha/ano. "A eficiência produtiva está intimamente ligada à gestão do negócio, à tomada de decisões baseadas no conhecimento dos fatores inerentes à atividade leiteira, ajustando periodicamente os rumos diante dos desafios apresentados", ressaltou o extensionista. Aos poucos o Projeto Leite Sustentável Oeste está contribuindo para consolidar a bacia leiteira da região.
















