UE – Perdas pesadas para os produtores e as indústrias
Leite/UE – A ANPLF (Associação Nacional de Produtores de Leite) nesse período de crise sanitária perguntou a seus filiados sobre as consequências do Covid-19 para suas atividades.

Cerca de 339 produtores de 13 regiões diferentes responderam à pesquisa (um terço do filiados da associação).
O RETORNO DOS CONSUMIDORES NÃO FOI SUFICIENTE
Para aquelas que vendem na fazenda, as respostas comuns entre eles é que viram suas vendas ligadas à atividade turística caírem, e aqueles pertos dos centros urbanos viram um verdadeiro “retorno dos consumidores aos produtores”. É exatamente isso que observou Thomas e Raphaël: mais vendas para um e queda para o outro.
Da mesma forma, as lojas de produtores, e os passeios das famílias cresceram muito. No entanto, não sem haver consequências em termos de tempo e de remuneração do trabalho, como testemunharam outros produtores: “Nós trabalhamos, em geral, 70 horas por semana. Hoje, são 90 horas, com as crianças e o novo modo de comercialização”.
Finalmente, o que mais impacta em grande parte dos produtores rurais, fazendo com que dois terço deles tenham perdido em faturamento, é o fechamento dos mercados. A perda de renda pode exceder 50% para 23% dos produtores em comparação com o mesmo período do ano passado.
PRODUTORES QUE SE ADAPTAM
A metade dos agricultores procuraram equilibrar o volume de certos produtos e mais comumente sobre o volume do leite transformado para se adaptar à crise. A ANPLF acredita que um grande número de produtores que fabricam os chamados queijos “de guarda [curados]“, deixaram eles em estoque para serem vendidos depois da crise, mas estão preocupados porque não sabem se, ao final, conseguirão vender.
A pesquisa revela que alguns resolveram descartar o leite (13% dos entrevistados) e que outros se viram obrigados e limitar o volume de produção (23%). “São perdas líquidas que não serão compensadas”, diz a associação.
RUMO A UMA ANULAÇÃO DAS COBRANÇAS E APOIO DO PODER PÚBLICO?
A ANPLF pede ao governo e propõe as seguintes medidas:
- Para todos os produtores de leite que tiveram perda de renda, cancelamento dos encargos e empréstimos com taxa zero;
- Para produtores que perderam mais de 50% de seus volumes de negócios durante os meses de crise, além das medidas anteriores, monitoramento específico por comitês regionais;
- Reconhecimento das medidas de barreira para os produtores de leite;
- Apoiar uma campanha para promover os produtos lácteos e outros alimentos agrícolas durante e após a crise;
- Reinício do funcionamento de todos os mercados.
















