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Especiais Selectus nº 5914

O leite tem um lugar importante entre os flexitarianos

Flexitarian – “O termo Flexitarian, junção em inglês de “flexível” e “vegetariano”, não pode ser ainda encontrado nos dicionários de português, mas o comportamento que a palavra exprime é cada vez mais comum. Cresce entre nós, o número de pessoas que estão diminuindo o consumo de carne, sem abrir mão totalmente da proteína animal”, diz a revista Vogue.

Fonte: Mon Cultivar Élevage – Tradução livre: Terra Viva
O leite tem um lugar importante entre os flexitarianos

O Flexitarianismo é uma tendência crescente entre os lares franceses. Em 2019, essa prática alimentar era adotada por 35% das pessoas com mais de 18 anos, crescimento de 12 pontos em relação a 2017. Essa constatação levou a Lactel, marca de produtos lácteos do grupo Lactalis, a confiar à Opinion Way um estudo com a finalidade de avaliar o impacto do fenômeno entre as famílias envolvidas. Ela desejava, em particular, fazer um balanço das mudanças de comportamento e o impacto na imagem e no espaço ocupado pelo leite e produtos lácteos, dentro das famílias.

O instituto de pesquisa fez um estudo entrevistando pais de crianças entre 5 e 18 anos que declararam ter reduzido o consumo de produtos de origem animal durante os últimos cinco anos.

De acordo com os resultados, nas famílias que tendem ao flexitarianismo ou vegetarianismo (51% das famílias francesas), é muito comum os pais permanecerem apegados ao leite para seus filhos: 61% aumentaram ou mantiveram o leite na dieta da crianças nos últimos cinco anos. Além disso, o consumo de leite e produtos lácteos é bem mais resistente do que o consumo de carne vermelha: 39% das crianças das famílias flexitarianas diminuíram o consumo de leite, 29% reduziram o queijo e 25% baixaram o consumo de iogurtes, enquanto que 72% das crianças passaram a ingerir menos carne.

O leite, um valor assegurado

Entre as razões que explicam esse apego ao leite, é a imagem positiva em relação aos benefícios para a saúde entre as famílias. 86% dos pais reduziram os produtos de origem animal em sua alimentação declarando que o leite e os produtos lácteos são essenciais para a saúde das crianças. “A convicção das características essenciais do leite permaneceram forte entre os pais que não consomem mais produtos de origem animal. O leite continua com seu valor assegurado”, destaca Delphine Michaut, diretor da Opinion Way.

O consumo de produtos ditos “de substituição” continua marginal. Somente 7% das crianças que não consomem mais leite ou derivados lácteos substituem todos os dias por produtos vegetais.

No entanto, o lugar do leite parece mais frágil entre os adolescentes, havendo queda de consumo mais forte: 43% dos adolescentes de 12 a 18 anos diminuíram ou pararam de tomar leite.

Esse tendência é mais forte, especificamente  entre as meninas, com um consumo declarado abaixo das recomendações do Programa Nacional de Nutrição Saudável (PNNS). Uma, entre duas adolescentes diminuiu ou parou de tomar leite.

Forte retorno ao leite durante o confinamento

Outro resultado do estudo: com o confinamento os pais retornaram para escolhas essenciais havendo uma atenção particular para a alimentação das crianças. Sete entre dez pais ficaram mais atentos ao que comem seus filhos e o equilíbrio alimentar. Quase a metade, 49% deles declararam que suas crianças passaram a tomar o café da manhã mais regularmente durante o confinamento, e que eles são mais completos e mais equilibrados do que o normal.

Nesse período, os pais flexitarianos e vegetarianos passaram a adotar uma dieta mais equilibrada, desde a primeira refeição do dia, com alimentos considerados essenciais para o café da manhã. Essa preocupação se traduziu em deixar um lugar de destaque reservado para o leite e derivados na alimentação das crianças: filhos de pais com tendências vegetarianas consomem 35% mais iogurtes, 30% mais queijo e mais 31% mais leite.

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