Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 29 de 16/07/2020
Leite/América do Sul – No Brasil, a produção de leite nas fazendas encontra-se variando da estagnação para queda nas duas últimas semanas. A falta de chuvas está reduzindo a disponibilidade e a qualidade das forrageiras na maior parte das grandes bacias leiteiras.

Dada à baixa disponibilidade de leite, o preço ao produtor aumentou e a expectativa é de que permaneçam elevados nas próximas semanas. Os volumes de leite estão bem abaixo do nível adequado para o processamento das indústrias.
As incertezas geradas pelo Covid-19 afetam as decisões das fábricas no que se refere à quantidade a ser produzida e os estoques permanecem baixos. No mercado spot do Brasil, os preços das cargas de leite cru, UHT e queijos estão elevados.
Ao contrário do Brasil, na Argentina e Uruguai, a oferta de leite sobe sazonalmente enquanto as temperaturas continuam caindo. Em algumas bacias leiteiras no sul da Argentina, as temperaturas muito baixas do inverno começam afetar o conforto animal e a rentabilidade animal.
O volume de leite ofertado pelas fazendas é menor do que as necessárias da forte demanda industrial. A competição por volumes de leite/creme, entre as fábricas continua intensa. A produção de leite UHT é prioridade desde o início da pandemia. Dessa forma, os volumes de leite que passam para queijo, iogurte e leite tornam-se menos acessíveis, enquanto a procura por essas mercadorias continua intensa.
















