Alimentos mais caros pressionam custo de vida das famílias de baixa renda, diz Ipea
Custo de vida - Os alimentos voltaram a pressionar o custo de vida da parcela mais pobre da população brasileira em outubro, mês em que a inflação das famílias de maiores rendimentos também acelerou.

Divulgado hoje, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostrou que a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa foi de 0,98% — mesma variação registrada no mês anterior.
Os alimentos foram responsáveis por mais de 60% da inflação da baixa renda, refletindo o aumento de preço de produtos como arroz (13,4%), batata (17%), tomate (18,7%) e o óleo de soja (17,4%).
Na pesquisa, as famílias de renda mais baixa vivem com ganho médio de R$ 1.534 por mês. Já as famílias do topo da pirâmide recebem R$ 15.345 por mês, pelo critério escolhido pelo Ipea.
A inflação para as famílias do segmento de renda alta acelerou de 0,29%, em setembro, para 0,82%, em outubro. Na cesta de consumo típica das famílias mais ricas, porém, os alimentos pesam menos.
Essa aceleração da taxa de inflação para as famílias de renda maior veio principalmente da alta do grupo transportes, impactado pelos reajustes de 39,8% das passagens aéreas e de 0,9% dos combustíveis.
Com o resultado do mês, a inflação das famílias de renda mais baixa passou a acumular 3,5% no ano, bem acima da renda mais alta (1%).
Essa diferença é resultado, por um lado, da pressão da alta dos alimentos sobre o custo de vida das famílias mais pobres e, por outro, do alívio sobre o orçamento das famílias de maior poder aquisitivo vindo da desaceleração dos preços dos serviços.
Por Bruno Villas Bôas, Valor — Rio
Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO.
Foto da capa: Pixabay
















