Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Setorial Selectus nº 6092

Previsão da safra 2021 é de 263,1 milhões de toneladas, 3,5% maior que a de 2020

Safra de grãos - A safra nacional de grãos para 2021 deve ficar 9,0 milhões de toneladas acima da safra de 2020. Um crescimento de 3,5% em relação ao ano passado, que já havia sido recorde na série histórica da pesquisa que teve início na década de 1970.

Fonte: Fonte: IBGE | Foto da capa: Pixabay
Previsão da safra 2021 é de 263,1 milhões de toneladas, 3,5% maior que a de 2020

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (11), pelo IBGE. Pela estimativa de fevereiro, o total de cereais, leguminosas e oleaginosas gerado no país este ano deve atingir 263,1 milhões de toneladas.

Em relação à estimativa de janeiro, a soja teve mais um ligeiro acréscimo (0,1%) e continua batendo recordes, devendo alcançar 130,4 milhões de toneladas. O milho declinou um pouco nessa comparação (-0,2%), mas continua em patamares recordes em relação aos anos anteriores, devendo chegar a 103,5 milhões de toneladas. Em relação ao ano anterior, a produção de soja deve ser 7,3% maior, havendo aumento de 3,1% na área a ser colhida; e a de milho 0,3% maior, com aumento de 3,4% na área a ser colhida.

“Embora o plantio da soja tenha atrasado este ano, em função da estiagem, a partir de dezembro, com a volta das chuvas, as lavouras se recuperaram na maior parte do país e a produtividade da leguminosa deve ser elevada. Os preços estão bastante favoráveis no mercado internacional e a demanda continua alta, por isso os produtores continuam ampliando as áreas de plantio dessa commodity pelo país”, avaliou o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

Mas ele ressalta que os produtores estão preocupados com as condições climáticas, pois estão previstos grandes volumes de chuvas em importantes regiões produtoras, o que pode atrasar ainda mais a colheita e comprometer a qualidade dos grãos. Ele explica que o milho também vem encontrando condições bastante favoráveis em relação à mercado e lidando com as condições climáticas.

“As reduções nas estimativas do milho estão associadas à menor produtividade estimada para a cultura, devido à falta de chuvas no decorrer do ciclo da 1ª safra. A produção do milho vem, a cada ano, dependendo mais da produção de 2ª safra, mas esta vem crescendo à medida que a tecnologia de produção avança no campo. Atualmente, em alguns estabelecimentos agropecuários, já é comum o plantio do cereal concomitante à colheita, otimizando, assim, a janela de plantio da safra e possibilitando maior segurança climática durante o ciclo da cultura”, esclarece Barradas.

Em relação à informação anterior (janeiro), houve aumentos ainda nas estimativas da produção do trigo (16,8% ou 965,8 mil toneladas), do café canephora (12,1% ou 98,1 mil toneladas), da cevada (9,0% ou 32,9 mil toneladas), da aveia (2,2% ou 21,3 mil toneladas), do café arábica (1,6% ou 30,6 mil toneladas), do milho de 2ª safra (0,3% ou 262,8 mil toneladas) e da soja (0,1% ou 117,2 mil toneladas).

Mas são esperados declínios na produção do arroz (-0,1% ou 8,8 mil toneladas), do feijão 3ª safra (-0,1% ou 810 toneladas), do feijão 2ª safra (-0,7% ou 8,6 mil toneladas), do tomate (-1,2% ou 46,0 mil toneladas), do milho 1ª safra (-1,7% ou 441,3 mil toneladas) e do feijão 1ª safra (-3,6% ou 46,8 mil toneladas).

As  regiões Sul e Nordeste tiveram acréscimos em suas estimativas de 14,1% e 0,9%, respectivamente. Sendo que a primeira deve produzir 31,7% do total de grãos do país e a segunda 8,7% do total. Já o Centro-Oeste, maior região produtora do país, que responde por 45,8% da safra nacional, teve decréscimo em sua estimativa (-0,9%), bem como o Sudeste (-0,6%) e o Norte (-2,2%).

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients