Índice de produção agroindustrial do FGV Agro subiu 0,8% em fevereiro
Produção agroindustrial - O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a subir em fevereiro, pelo sétimo mês consecutivo, mas a alta observada, de 0,8% ante o segundo mês de 2020, foi a menor desde agosto, o que indica que os reflexos da pandemia do novo coronavírus continuam a afetar o setor.

O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.
Conforme levantamento recém-concluído, o indicador permaneceu positivo em fevereiro graças ao segmento de produtos não-alimentícios, que registraram avanço de 6,5%. No caso dos produtos alimentícios e bebidas, no entanto, houve queda de 4,6%, a terceira consecutiva. “Prejudicado pela paralisação do auxílio emergencial e pela inflação elevada, esse setor registrou o pior primeiro bimestre desde 2012”, informou o FGV Agro.
Nos dois primeiros meses deste ano, o PIMAgro acumulou uma variação positiva de 0,9%. No grupo de produtos não-alimentícios, houve incremento de 7%, mas no ramo de produtos alimentícios e bebidas a retração chegou a 4,5%.
No grupo de produtos não-alimentícios, o aumento bimestral foi puxada pelas áreas de insumos (15,9%), borracha (8,2%), têxteis (6,2%), fumo (5,3%) e produtos florestais (4,7%). Apenas a indústria de biocombustíveis recuou (10,8%), ainda em função das restrições de circulação impostas pela covid-19.
No caso dos produtos não-alimentícios, a queda foi determinada pela redução da produção nas áreas de alimentos de origem vegetal (10,2%), alimentos de origem animal (3,6%) e bebidas não-alcoólicas (7,8%). Houve avanço de 1,6% no ramo de bebidas alcoólicas.
No período de 12 meses encerrado em fevereiro, o PIMAgro registrou baixa de 1,2%. No grupo de produtos não-alimentícios houve queda de 5,3%, enquanto o ramo de produtos alimentícios e bebidas avançou 2,6%.
















