MILHO: Preocupado com o clima, vendedor se mantém afastado; preço segue em alta
Milho - As chuvas ainda abaixo do esperado em abril em importantes regiões produtoras de segunda safra deixaram vendedores de milho afastados das negociações. Ressalta-se que a falta de precipitação no atual período de desenvolvimento tende a prejudicar a produtividade.

Esse cenário pode levar órgãos oficiais a reduzirem estimativas que, atualmente, indicam safra recorde. Compradores, por sua vez, precisaram recompor estoques, cenário que manteve os preços em alta e renovando, portanto, os recordes reais em muitas praças.
No balanço das regiões acompanhadas pelo Cepea Cepea, as cotações recebidas pelo produtor (mercado de balcão) subiram 6,9% entre 30 de março e 15 de abril e 6,7% no de lotes (negociações entre empresas).
Em algumas praças, vendedores já pedem valores acima de R$ 100 pela saca de 60 kg. Já em São Paulo, lotes da safra de verão com origem de Goiás e em Minas Gerais chegaram a ser ofertados, mas não o suficiente para limitar as elevações nos preços no físico.
Com isso, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu 4,2% no acumulado de abril, fechando a R$ 97,64/saca de 60 kg no dia 15, novo recorde real da série do Cepea.
















