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Destaque Selectus nº 6520

Leite orgânico está em expansão no Brasil

Leite - No Brasil, a produção de leite orgânico ainda é muito recente, mas o País é um dos que têm mais potencial para desenvolver a atividade orgânica. Isso porque o sistema produtivo do leite já tem eficiência muito grande e utilizamos o sistema a pasto, com os animais livres. A produção do leite orgânico pode até ter sistema de confinamento, desde que os animais fiquem pelo menos seis horas livres”.

Fonte: Fonte: Diário Do Comércio | Foto de capa: Imagem de congerdesign por Pixabay
Leite orgânico está em expansão no Brasil

Ainda segundo Vanessa, apesar da atividade estar em fase de estruturação e expansão, algumas marcas já estão investindo na produção de orgânicos local, como Nestlé e Danone que, no período de 2018 a 2020, investiram fortemente em ações para a adesão de novos produtores de leite orgânico.

O Brasil tem atualmente 150 produtores de leite orgânico, distribuídos em 100 unidades produtivas. O principal estado produtor é São Paulo, seguido pelo  Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

Vanessa explica ainda que o sistema de produção do leite orgânico é diferente da produção do leite convencional e segue uma regulamentação própria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A produção é a mais natural possível e preza pelo bem-estar animal.

“O leite orgânico é um sistema de produção diferente do convencional. A produção é regulamentada e tem um manejo ambiental, social e dos animais diferenciado. O produtor precisa se adequar a diversas características técnicas como, por exemplo, fertilidade do solo em sistema orgânico, adubação verde, rotação de culturas, sem o uso de produtos químicos. A lista de exigências é ampla e até mesmo a higiene na hora da ordenha deve ser feita com produtos diferenciados, sem o uso de químicos”.

A saúde animal também é um ponto muito bem trabalhado. Para o tratamento de doenças dos animais é usada a homeopatia e fitoterápicos. 

“Os cuidados com o rebanho são muito mais preventivos, voltados para uma melhor imunidade. Mas, quando necessário, é permitido tratar o animal com medicamentos como antibióticos. Porém, a produção de leite da vaca fica um período sem ser captado, que varia conforme o medicamento usado”. 

Para se obter melhor resultado, segundo Vanessa, a maioria dos pecuaristas que produzem o leite orgânico já utiliza animais adaptados para o sistema, sendo mais resistentes, com boa produtividade e podendo trabalhar a pasto.

Toda a produção orgânica precisa ser muito bem planejada e estruturada e, após atender ao regulamento, deve passar pelo processo de certificação. 

“Depois que o produtor adequar todo o sistema ao regulamento técnico, ele deverá buscar a certificação do  Mapa ou de empresas particulares para ter o selo de orgânico Brasil. Depois de ingressar no processo para a certificação, a propriedade passa por um período de conversão. São 12 meses para a área produtiva ser considerada orgânica e seis meses para os animais”.

Dentre os desafios enfrentados está a dificuldade de produção de insumos para a alimentação do rebanho. “O milho e a soja utilizados devem ser orgânicos e não transgênicos, o que é muito difícil de ser produzido ou encontrado. Por isso, antes de começar a produzir o leite orgânico,  tem que estruturar a cadeia de fornecedores. O produtor também pode produzir a alimentação”, explicou.

Outro desafio é a rede de captação e processamento do leite, que deve ser feita por empresas que têm a produção orgânica.

“O produtor tem que procurar a base de comércio para a produção, tem que ter uma empresa de captação e um  laticínio que receba o leite orgânico. No Brasil, já temos a Danone e a Nestlé que estão se especializando neste nicho”.

Superados todos os desafios, ao contrário da produção de leite convencional, o leite orgânico tem mais valor agregado e garante rentabilidade ao pecuarista.  

“O valor agregado do leite orgânico é alto e tem um mercado crescente. O valor fica bem acima do tradicional e o custo é mais barato, uma vez que o sistema é auto suficiente”.

Ainda segundo Vanessa, normalmente, as unidades produtoras orgânicas têm uma maior variedade de produtos como frutas, legumes, produção de ovos e até café.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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