Após quatro meses de queda, custo da pecuária leiteira volta a subir em novembro
Custo de produção - Depois de cair por quatro meses seguidos, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira voltou a subir em novembro – o avanço foi de 0,06% na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP).

De janeiro a novembro de 2022, o aumento no COE é de 3,1%. Esse movimento esteve atrelado sobretudo a elevações em itens como operações mecânicas na propriedade, concentrados e medicamentos.
No caso das operações mecânicas, o incremento em novembro, de 1,37%, foi verificado após quatro meses de reduções sucessivas, e foi influenciado pela valorização dos combustíveis nas bombas. Quanto aos concentrados, o avanço foi de 0,11% em novembro na “Média Brasil”, sendo as altas mais intensas observadas em Santa Catarina e em São Paulo. No caso dos medicamentos, o item foi impulsionado pela classe dos antimastíticos, que se valorizaram 1,64% em novembro.
Já os desembolsos com suplementação mineral caíram 1,45% na “Média Brasil” em novembro. Dentre os estados que fazem parte da pesquisa o Cepea, as quedas mais acentuadas foram verificadas na Bahia e em São Paulo. Aqui é importante ressaltar que, de janeiro a novembro, a suplementação mineral foi a categoria de insumo que apresentou um dos aumentos mais intensos do sistema, chegando a 11,82%.
De outubro para novembro, cálculos do Cepea mostram piora ao pecuarista na relação de troca de leite por milho. Em novembro, foram necessários 31,5 litros de leite para a aquisição de uma saca de milho de 60 kg, contra 29,6 litros no mês anterior, ou seja, queda de 6,37% no poder de compra. No entanto, a relação de troca ainda atual ainda está abaixo da média dos últimos 12 meses, que é de 34,8 litros para a aquisição de uma saca de 60 kg de milho.

















