ESPECIAIS
Alagoas – Setor lácteos em 20 anos – 2004 a 2024
A produção em 2004 foi de 243.427.000 litros; manteve-se relativamente estável, com oscilações, até por volta de 2014, quando se inicia uma tendência de crescimento que atinge 596.931.000 litros em 2024 — o que representa um aumento de 245,25% no período.
O rebanho de vacas ordenhadas manteve-se oscilante em torno da quantidade observada em 2004 até 2013, quando se inicia um crescimento diferenciado, que eleva a produtividade de forma acelerada. Essa produtividade, que era de 1.479 litros por vaca/ano em média entre 2004 e 2013, passou a crescer até atingir 2.277 litros em 2024 — um aumento de 153,9% no período.
Entretanto, ao analisar os dados de processamento fornecidos pelo IBGE, observam-se importantes lacunas em relação à quantidade de leite processado pelo SIF (Sistema de Fiscalização Federal), cujos registros aparecem zerados nos anos de 2017, 2018 e 2024. Em 2004, esse processamento era de 86.183.000 litros/ano, e em 2023 chegou a 41.688.000, ou seja, caiu para menos da metade.
Já o SIE (Sistema de Fiscalização Estadual), que também apresenta lacunas (em branco nos anos de 2009, 2010 e 2011), processava 18.158.000 litros em 2004 e passou a processar 88.349.000 litros em 2024 — um aumento de aproximadamente 487,3% no período. Quanto ao SIM (Sistema de Fiscalização Municipal), existem dados apenas para os anos de 2004 a 2007, que oscilaram em torno de 2 milhões de litros processados.
Ao confrontar os dados do total de leite processado sob fiscalização e do leite adquirido com os números da produção estadual, observa-se que a informalidade é bastante expressiva e que as exportações de leite resfriado para outros estados certamente também são muito grandes.
























